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Coletivo faz debate sobre Branqueamento, Branquitude e Colorismo


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 "Se preto de alma branca pra você é exemplo de dignidade, não nos ajuda, só nos faz sofrer, nem resgata nossa identidade". O refrão da música "Identidade" composta pelo sambista Jorge Aragão ilustra bem o que se pretende problematizar no evento que acontecerá nesta quinta-feira, 06/03, às 17h, na sala de reuniões do Departamento de Comunicação Social da Unesp.

 

Com objetivos de resistência cultural e valorização da identidade do negro, o debate pretende questionar valores racistas enraizados na sociedade brasileira, como o culto à "brancura" e a desvalorização da estética negra. Os conceitos são amplamente utilizados pelo movimento negro brasileiro para questionar desde o histórico genocídio da população negra, parte do processo de embranquecimento do Brasil, até a super valorização do branco como padrão de beleza.

 

Fundado em 2015, o Coletivo Kimpa reúne negros da comunidade universitária e promove quinzenalmente reuniões abertas ao público no campus da Unesp. Outros temas estão previstos para serem debatidos ainda este semestre, como o mito da democracia racial, o femininismo negro e interseccional e a apropriação cultural.

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