Vitamina D na adiposidade
Existem uma necessidade urgente em identificar os fatores de risco modificáveis para a obesidade em Afro-americanos. Observações humanas desde 1980 de níveis baixos de 25-hidroxi vitamina D em obesos do que em não obesos ressalta a possível relação inversa entre a vitamina D e a obesidade. Afro-americanos tem consistentes associações com a deficiência de vitamina D e doenças crônicas associadas com a obesidade, como a hipertensão, doença coronariana, diabetes e alguns tipos de câncer, apesar de potencialmente uma magnitude mais baixa do que em pessoas caucasianas. Além disso, os afro-americanos tem um menor consumo de vitamina D e cálcio.
Regulação do metabolismo
Os mecanismos por trás dessa associação podem incluir o papel da 25 OHD na regulação do metabolismo lipídico em células adiposas. Estudos in vivo sugerem que a administração de vitamina D e do cálcio aumentam a oxidação de ácido graxo e diminuem a lipogênese. Resultados de dados clínicos mensurando o efeito da suplementação de vitamina D na obesidade são limitados e controversos. A falta de efeito da suplementação de vitamina D no peso pode ser devido ao baixo consumo de cálcio. Estudos concluem que o status de vitamina D e benefícios associados com a suplementação de vitamina D parecem ser dependentes do consumo de cálcio nas quantidades ou acima das quantidades recomendadas.
Suplementação
Apesar de existirem alguns estudos incluindo brancos que sugerem que a suplementação de vitamina D previne o ganho ou promove a perda de peso, pouco se sabe sobre os afro-americanos. Não se sabe se o baixo teor sérico de 25 OHD em afro-americanos é devido a insuficiência secundária de vitamina D ao aumento de massa gorda ou a outros fatores como a variação do genótipo de proteína ligante de vitamina D ou enzimas envolvidas no metabolismo de vitamina D. Estudos futuros de uma suplementação mais longa de vitamina D em afro-americanos são necessários para examinar os contribuintes biológicos da interação entre a deficiência de vitamina D, obesidade, disparidades de saúde e doenças crônicas relacionadas com a obesidade.
Vitamina D e depressão em gestantes
A vitamina D tem despertado interesse crescente não somente por sua importância na saúde óssea, mas também por sua associação com o risco reduzido de muitas doenças crônicas como as doenças autoimunes, diabetes tipo 2, doença cardíaca, muitos cânceres e, doenças infecciosas. A associação entre os níveis de vitamina D e os sintomas de depressão tem sido explorada. Muitos estudos mostram uma relação significativa inversa entre os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D (25 OHD) e os sintomas depressivos, enquanto outros não encontraram tal relação.
Hipovitaminose
Hipovitaminose D é comum na gravidez devido aos requerimentos do feto. Se uma relação existir entre a hipovitaminose D e os sintomas depressivos, mulheres grávidas podem ser mais suscetíveis aos sintomas depressivos por essa razão. Na última década, a vitamina D foi pensada como um neuroesteroide. A enzima ativadora de vitamina D (vitamina D hidroxilase), a qual é responsável pela conversão de 25 OHD em 1,25 OH D3 (vitamina D ativa), e o receptor de vitamina S são amplamente distribuídos no cérebro humano, especialmente no hipotálamo e na substância negra, sugerindo que a vitamina D tenha um papel autócrino e/ou parácrino no cérebro humano.
A vitamina D é também uma agente imunorreguladora potente, o que pode ser relevante dada a hipótese que os mecanismos inflamatórios possam ter um papel chave nos patomecanismos da depressão. Finalmente, a vitamina D pode ter efeitos neuroprotetores via regulação de proteínas que diminuem os níveis ou inibem a toxicidade de espécies reativas de oxigênio.
Síndrome de Dumping
A síndrome de dumping é caracterizada pela passagem rápida dos alimentos sólidos e líquidos do estômago para o intestino. Os sintomas mais comuns são: cefaleia, taquicardia, tremor, sudorese, náuseas, fraqueza e diarreia. Geralmente ocorrem devido a rápida absorção de glicose, após a ingestão de carboidratos, principalmente alimentos com elevado teor de açúcar (doces em geral, leite condensado, mel, chocolates, geleias, refrigerantes, dentre outros), por pacientes submetidos a cirurgias bariátricas. Estes sintomas podem ser precoces (aparecerem de 30 a 60 minutos após a refeição) ou tardios (de 1 a 3 horas após a refeição).
Cirurgias gástricas
Não é correto dizer que todos os pacientes submetidos a cirurgias gástricas e cirurgias bariátricas terão a síndrome de dumping; não existe uma regra e nem uma lista de quais alimentos desencadeará os sintomas. Somente após a cirurgia, e após a ingestão de alimentos mais suscetíveis, é que saberemos da sensibilidade maior ou não para o aparecimento dos sintomas. A grande maioria dos pacientes aprendem a conviver com o dumping, e passam a evitar os alimentos que lhes são menos favoráveis. Se apresentar os sintomas descritos acima, deve-se permanecer sentado ou deitado, até que estas sensações passem. Caso a síndrome de dumping ocorra com frequência, procure o seu médico e o seu nutricionista.