Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil |
|
|
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha fala neste momento na CPI da Petrobras sobre Operação Lava Jato |
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, fala hoje (12) na sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Ele comparece de forma espontânea à CPI para esclarecer denúncias de envolvimento no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
O presidente da Câmara foi um dos parlamentares citados na lista enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com pedido de abertura de inquéritos para investigar pessoas mencionadas em depoimentos da Operação Lava Jato. Entre os nomes estão outros deputados federais, senadores, ex-governadores e ex-ministros de Estado.
Ao receber o pedido de abertura de inquéritos, o ministro do STF Teori Zavascki solicitou que Cunha seja investigado por indícios de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O presidente do Senado, Renan Calheiros, também será alvo de inquérito para apurar as denúncias de envolvimento em caso de formação de quadrilha junto com outros agentes políticos.
Após a divulgação da lista, Cunha negou, em nota, o envolvimento com os atos ilícitos investigados pela Lava Jato. Antes, ele compareceu a uma reunião da CPI , onde se colocou à disposição da comissão.
O anúncio do depoimento de Cunha foi feito na última terça-feira (10) pelo presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), no início da reunião destinada a ouvir o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. Após o depoimento do presidente da Câmara, a CPI ouve o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.
MP escolheu quem investigar, diz Cunha à CPI da Petrobras
O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) começou seu depoimento à CPI da Petrobras tentando rebater o arrolamento de seu nome na lista dos investigados da Operação Lava Jato pela Procuradoria-Geral da República. Ele reforçou que delação premiada não é prova e que sua condição de investigado não significa juízo comprobatório. Cunha também negou que o PMDB tenha indicado nomes para a diretoria da Petrobras.
Cunha começou falando do episódio em que teria recebido recursos com base em depoimento do policial Jayme Alves de Oliveira Filho. Ele disse que foi vítima de uma gravação telefônica forjada e que houve abertura de inquérito para apuração do episódio.
O peemedebista disparou críticas contra o Ministério Público, que, segundo ele, "escolheu a quem investigar e não investigou a todos". "Por motivação de natureza política escolheu os alvos de investigação", reclamou.
Ele protestou contra o arquivamento do caso do senador Delcídio Amaral (PT-MS), argumentando que o caso citava suposto recebimento de propina. "O embasamento do arquivamento do senador Delcidio Amaral é uma verdadeira vergonha", concluiu.