Regional

Pressão de Cuba pode atrapalhar projeto "auxílio filho" oferecido a médicos em Agudos

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 1 min

Arquivo/João Rosan

Prefeito Everton Octaviani. Governo cubano cobra retorno de cônjuges e filhos do Mais Médicos

O projeto de lei criado pelo prefeito de Agudos (13 quilômetros de Bauru), Everton Octaviani (PMDB), que concede auxílio financeiro aos profissionais do programa federal Mais Médicos, pode ser comprometido.


Isso porque o governo cubano está pressionando os médicos da ilha que atuam no Brasil para que seus familiares (cônjuges e filhos) retornem imediatamente a Cuba. Caso contrário, ameaça substituí-los por outros médicos que já estariam selecionados, aguardando vaga.


O fato, que foi publicado na edição de sexta-feira (13) do jornal Folha de S. Paulo, pode interferir no “auxílio filho”, benefício inédito na região que oferece R$ 550,00 mensais por filho de cada um dos sete médicos, todos cubanos, que atuam nas unidades de Saúde de Agudos.  


Entre os profissionais, um casal e uma médica já desfrutam da verba. Eles têm um e dois filhos, respectivamente. “Não fui informado oficialmente sobre a intenção do governo cubano em levar os familiares dos médicos de volta para lá”, disse Octaviani.


“Acredito que isso não vai interferir a ponto de ficarmos sem esses profissionais na cidade. O programa federal ajudou muito os municípios. Devem estar preparados para possíveis adversidades”, acrescentou o prefeito.


À reportagem da Folha, o Ministério da Saúde informou que, do ponto de vista legal, não há nada que impeça a família dos médicos de permanecerem no Brasil. O órgão disse ainda que não pode interferir na discussão com o governo cubano. 

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