Política

Só com 1 clínico, PS recorre ao Samu

Paola Patriarca
| Tempo de leitura: 3 min

Quioshi Goto

Atendimento das fichas no Pronto-Socorro Central ficou suspenso das 11h30 até 12h30

O Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru precisou recorrer ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ontem. O motivo foi que um dos médicos clínicos da unidade hospitalar, que teria que atender a população das 13h até 19h, entregou atestado médico e não cumpriu o expediente. O atendimento das fichas, que é referente à triagem, ficou suspenso das 11h30 até 12h30, segundo o diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE), Luiz Antônio Sabbag. 

 

O fato gerou temor em pacientes e nos próprios funcionários do PSC. De acordo com uma servidora da unidade hospitalar, que pediu para ter a identidade preservada, nos finais de semana sempre há dois médicos clínicos, um ortopedista e um cirurgião. Porém, com a falta de um clínico, casos que não eram de urgência seriam  transferidos para as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). “Essa atitude é muito prejudicial. As pessoas chegam aqui e precisam ir para as UPAs? Não tem como ficar apenas um médico”, ressaltou.

 

A reportagem entrou em contato com o diretor do DUE, Luiz Antônio Sabbag, que confirmou a falta de um dos médicos clínicos e explicou que o profissional apresentou atestado. Além disso, ele também aventou a possibilidade de transferência de casos do consultório para as UPAs, se não conseguissem outro clínico até o início da tarde. 

 

Porém, no final da manhã, o diretor disse que encontraram um profissional. “O atendimento de urgências continuou normal durante o período da manhã. Em princípio, havíamos levantado a alternativa de fazer a triagem dos pacientes e depois encaminhar os casos não urgenciais para as UPAs. Contudo, isso não aconteceu, pois encontramos um médico clínico para ficar no período da tarde. Assim, o atendimento de fichas ficou suspenso apenas das 11h30 até 12h30. Depois, foi reaberto e nenhum paciente foi prejudicado”, afirmou.

 

Samu

 

O médico clínico encontrado para ficar no PSC foi o do Samu, o que causou apreensão em funcionários quanto ao fato de a unidade móvel ficar parada na frente do hospital. “Temos duas unidades avançadas em Bauru, mas uma está parada aqui. A cidade ficará descoberta e isso é prejudicial. Eles cobrem um lugar com médico, mas deixa o Samu sem”, disse outra funcionária do PSC, que também pediu para manter a identidade preservada.

 

Contudo, Sabbag garantiu que o Samu tem três médicos e o auxílio dos profissionais, segundo ele, não prejudicou os atendimentos na cidade. 

 

“Com esse auxílio, voltamos a ter, no Pronto-Socorro, dois clínicos, sendo que um atende as emergências e o outro os consultórios. O Samu tem duas unidades, uma regional e outra local, e como não teve nenhum chamado, não teve prejuízo para a população. A cidade não ficou desguarnecida e a viatura ficou parada porque acompanha o médico. Domingo é um dia tranquilo para o Samu, não tem tantos chamados e dá para fazermos esse auxílio”, ressaltou.

 

Apesar disso, mais três pessoas entraram em contato com o JC para relatar a preocupação com o fato de a viatura do Samu ter ficado parada.

 

Na última sexta-feira, conforme o JC mostrou na coluna “Entrelinhas” de sábado, o vereador Sakai já havia criticado a enorme espera no Pronto Atendimento Infantil (PAI), tema que ele promete repercutir na sessão de hoje.

 

 

Comentários

Comentários