Geral

Jovens querem agenda pós-ato do dia 15 de março

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

Rodolfo Peres, Gabriel Moutinho Machado Loureiro e Paulo Ladeira querem evitar dispersão

Eles, em sua maioria, defenderam o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), mas, dizem, sem perder de vista a necessidade de manutenção da mobilização popular em torno de agenda mínima de mudanças no País, seja contra a corrupção seja por reformas consideradas essenciais como a das legislações que tratam de eleição e política.


Estas são as principais motivações dos integrantes do Juventude Bauruense, que organizaram o ato que levou milhares às ruas em Bauru, assim como no País, no último domingo de 15 de março. Em nome dos demais representantes, Rodolfo Peres, André Luiz dos Santos Alvarez, Gabriel Moutinho Machado e Paulo Eduardo Ladeira agradeceram a participação de todos, se disseram entusiasmados com o espírito cívico e de mobilização de pessoas de diferentes classes sociais e vertentes políticas e enalteceram o espírito de “desejo de mudança e de amor pelo País”, presente durante a manifestação.


Avaliação


“Gostaríamos de parabenizar o cidadão bauruense que deixou suas casas em um domingo de manhã, mesmo com previsão de chuva, e levou a família para demarcar sua posição por um País melhor, um basta à corrupção, e também àqueles que combateram os erros do atual governo e se mostraram decepcionados com a presidente Dilma Rousseff”, comentaram.


Os jovens enfatizaram, de outro lado, o espírito público também das corporações que deram garantia à manifestação popular, como a Polícia Militar, o Samu e as equipes de limpeza da Emdurb. “Foram mais de 12 mil pessoas em um evento cívico, apartidário, sem nenhum ato de violência ou vandalismo, com participação de muitas famílias, com crianças e idosos juntos por mudanças e pelo basta à corrupção e à presidenta Dilma”, reforçam.


Os organizadores lamentaram o posicionamento do governo, ainda na noite de domingo. “Não aceitamos a lenta resposta do governo, dizendo que ainda vai preparar um plano de combate mais rápido da corrupção. Esse plano precisa ser concreto e discutido com a sociedade. Não aceitamos o pronunciamento dos assessores da presidenta, sobretudo das falas que tentaram deslegitimar a mobilização da população e a abordagem genérica, sem ações concreta para temas como a reforma política”, abordaram.


Sem esfriar


A Juventude Bauruense lamenta reações de que a ação é de “golpismo”. “Nosso objetivo agora é não deixar a mobilização esfriar, que é o que espera o governo. Como aconteceu em 2013, o governo aposta que a população não via se movimentar pela realização efetiva de mudanças. Vamos analisar com calma uma agenda de ações que possa garantir a ampliação da participação e que garanta uma agenda de cobranças por mudanças concretas. Alguns temas unificam a todos, como corrupção e reforma política e vamos nos debruçar sobre ações e o engajamento de mais gente por essas mudanças”, citam os jovens.


Os participantes da organização da passeata em Bauru reforçam, por fim, a necessidade da população continuar mobilizada, “cobrando seus deputados federais, o governo federal e senadores por uma agenda de mudanças e com agilidade”.

Comentários

Comentários