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Dia da Água: alunos realizam expedições aos rios Bauru e Batalha


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Ver e sentir os efeitos do assoreamento dos rios, a erosão provocada pelo desmatamento da mata ciliar, a ausência de animais nativos que dependem do equilíbrio sustentável da natureza, a degradação dos rios provocados pela poluição e realizar análises da qualidade da água são alguns dos objetivos da expedição aos rios Batalha e Bauru e à Estação de Tratamento de Esgoto (ETA) que a Escola Guedes de Azevedo promoverá com os alunos do 6.º e 7.º ano nesta sexta-feira (20), das 8h às 12h, em comemoração ao Dia Mundial da Água.


Este trabalho interdisciplinar faz parte do calendário letivo da instituição há 20 anos e confere aos alunos um estudo do meio ambiente, com atividades práticas de coleta de água e análise de oxigênio, PH e amônia, que são indicadores de presença de material orgânico na água.


“Quando realizamos a primeira visita ao rio Batalha, em 1995, o nível da água ficava em média de 3 a 4 metros de profundidade. Hoje, constatamos que este nível não passa de 50 centímetros em seu volume considerado normal”, observa o professor de geografia Gilson Miguel Aude.


A visita também possui a missão de conscientizar os alunos sobre a importância de realizar um projeto de preservação da água. “É trabalhada durante as aulas a necessidade de conservação dos mananciais, das nascentes, da mata ciliar e do equilíbrio da biodiversidade no entorno dos rios”, explica a professora de ciências Andrea Gandara Sanches.


Visão cidadã


“Há 20 anos, quando ainda não havia esse discurso de sustentabilidade e economia sustentável, a escola iniciou essas expedições já preocupada com a formação dos alunos para uma visão mais cidadã do mundo, para mostrar a eles as implicações de um descarte inadequado de lixo, e ocupação irregular demográfica, a fim de que os estudantes se sentissem impactados pela visita e entendessem que o problema não restringe ao meio, mas, também os atinge dentro de casa”, explica Roberto Pallotta, diretor da instituição.


Além de visitas aos rios, anualmente, os estudantes do Ensino Fundamental 2 participam de excursão ao aterro sanitário de Bauru. “Na década de 90, o aterro sanitário estava no seu primeiro talude, algo em torno de 3 metros de altura. Se na naquela época já estivesse institucionalizada a coleta seletiva de lixo, com a separação do lixo orgânico do lixo seco e passível de reciclagem, o aterro poderia hoje, em 2015, ter mais de 15 a 20 anos de vida”, analisa Pallotta.

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