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Na foto o mosquito que transmite a dengue. No tratamento, especialista aconselha que um terço do líquido ingerido tem de ser destinado ao soro de reidratação oral |
Bauru passa por uma epidemia de dengue desde fevereiro deste ano e já registra 1.159 casos confirmados, sendo 1.126 autóctones, 33 importados e três óbitos, o que representa uma ocorrência para cada 314 habitantes. Diante disso, a dúvida de muitas pessoas pode girar em torno dos cuidados a serem tomados depois que a doença é diagnosticada. Hidratação, repouso, ingestão de medicamentos para dor e febre só à base de dipirona ou paracetamol, além de atenção aos sinais de alarme são as principais dicas.
É o que aconselha a infectologista e coordenadora médica do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do Hospital das Clínicas (HC) da Unesp de Botucatu, Letícia Lastoria Kurozawa. Ela informa ainda que os pacientes com dengue são classificados em quatro grupos: A, B, C e D. O primeiro é composto por pessoas que não possuem outras doenças e sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômito persistente e acúmulo de líquido.
Já o segundo grupo engloba pacientes com outras doenças ou que fazem parte do denominado grupo de risco, ou seja, gestantes, idosos e crianças menores de 2 anos. No terceiro grupo, as pessoas já apresentam os sinais de alarme citados acima e, no quarto grupo, os pacientes estão em quadro de choque. “Eles podem apresentar hipotensão, desconforto respiratório, disfunções graves dos órgãos e manifestação hemorrágica”, explica a médica.
Segundo ela, as pessoas classificadas no grupo A vão para casa e as do B ficam em observação e, caso não seja detectado algum agravante, também são liberadas. “Fora essas situações, não há recomendações médicas, já que o tratamento é feito no hospital”, reitera. Já os pacientes que receberem alta são aconselhados a seguir uma rotina regada a repouso e hidratação (veja ilustração acima).
Recomendações
Em relação à hidratação, a infectologista informa que o cálculo da quantia ideal é baseado na premissa de que o paciente tem de ingerir de 60 a 80 mililitros d’água diários por quilo. “Portanto, um paciente de 60 quilos deve beber de 3,6 a 4,8 litros d´’agua por dia, sendo que o recomendado para uma pessoa saudável e que tenha a mesma estrutura é de 2 litros diários”.
Além disso, a médica aconselha que, dessa quantia d’água, um terço tem de ser destinado ao soro de reidratação oral, disponível nas farmácias. “Não é necessário consumir apenas água. Os pacientes podem ingerir suco natural de frutas, chá e água de coco”, acrescenta. Questionada sobre a alimentação, a infectologista diz que ela não muda em nada.
Outra dica da médica é que os pacientes com dengue fiquem em casa tanto para preservar a saúde quanto para evitar a transmissão da doença, já que pode ser picada por um mosquito, que se infectará com o vírus e picará outras pessoas. Caso os pacientes sintam dor ou febre, sintomas comuns da doença, eles têm de utilizar apenas medicamentos à base de dipirona ou paracetamol.
Para finalizar, Letícia Lastoria Kurozawa adverte que as pessoas devem ficar atentas a qualquer sintoma diferente de febre, além de dor no corpo, dor de cabeça, atrás dos olhos e nas juntas. “Se o paciente sentir algum sintoma que se enquadre nos sinais de alarme, tem de procurar uma unidade de saúde ou um médico com urgência, porque o quadro pode se agravar”, conclui.
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Semana de combate
Com iniciativa da Secretaria de Saúde do Estado, Bauru irá aderir à Semana Estadual de Mobilização Social para o Controle da Dengue, que começará na segunda-feira, dia 23. De acordo com a assessoria da prefeitura, o objetivo da ação é fazer com que a população elimine os criadouros em potencial do Aedes aegypti nas casas e nos locais de trabalho.
Em Bauru, as ações da campanha começam hoje e serão desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Comitê Ambiental de Controle de Endemias (Cace), formado por representantes do poder público, sociedade civil, iniciativa privada, dentre outros. Os trabalhos chegam ao fim na próxima sexta-feira, dia 27.

