Internacional

Estado Islâmico assume ataque na Tunísia

Reuters
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A Tunísia afirmou que irá mobilizar o Exército nas grandes cidades e prendeu nove pessoas na quinta-feira (19), um dia depois de homens armados matarem 20 turistas estrangeiros no Museu do Bardo, o que militantes do Estado Islâmico chamaram de “o primeiro pingo da chuva”.


Visitantes japoneses, italianos, espanhóis e britânicos, além de três tunisianos, estão entre as vítimas do ataque, que aconteceu dentro do complexo fortemente protegido do Parlamento do país, que foi praticamente poupado da violência que se seguiu à Primavera Árabe.


As autoridades não confirmaram que os militantes assumiram a autoria do atentado, mas disseram ter identificado dois dos atiradores mortos a tiros pelas forças de segurança, após atacarem dois ônibus de turismo durante uma visita ao museu na quarta-feira.


A empresa de cruzeiros marítimos MSC Cruises declarou que 12 de seus passageiros, incluindo colombianos, franceses e um belga, estão entre os mortos, e que um casal espanhol foi encontrado vivo ontem depois de passar a noite escondido no museu.


O atentado – o pior envolvendo estrangeiros na nação desde um ataque suicida em Djerba em 2002 – ocorreu em um momento delicado para a Tunísia, que ainda se recupera de sua transição acidentada para a democracia.


A nação depende muito dos turistas estrangeiros que frequentam seus resorts litorâneos e suas trilhas desérticas, e o governo está prestes a abordar reformas politicamente delicadas para fortalecer o crescimento econômico.


O Estado Islâmico, que declarou um califado em grandes partes do Iraque e da Síria e é ativo na caótica vizinha Líbia, elogiou os dois atiradores em uma mensagem de áudio, classificando-os de “cavaleiros do Estado Islâmico” armados com metralhadoras e bombas.


Os tunisianos representam um dos maiores contingentes de combatentes estrangeiros no Iraque, na Síria e na Líbia, e a democracia ainda incipiente de seu país, que reprimiu a militância local, é um alvo em potencial.


“Dizemos aos apóstatas que se sentam no peito da Tunísia muçulmana: esperem as boas novas do que irá feri-los, ó impuros, pois o que viram hoje é o primeiro pingo da chuva”, declarou o áudio do Estado Islâmico em árabe.

              

MILITANTES IDENTIFICADOS


Os dois militantes mortos foram identificados como os tunisianos Hatem al-Khashnawi e Yassin al-Abidi. Dois jornais locais relataram que Abidi passou algum tempo no Iraque e na Líbia, mas as autoridades não confirmaram.


O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, disse que o último vinha sendo vigiado, mas “por nada de especial”.

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