João Rosan |
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Projeto Ao Vivo e em Cores: muro externo da escola foi pintado de azul pelos universitários |
Dona de um rosto delicado e de voz firme, Ester Menezes de Oliveira, 9 anos, quer trabalhar em um salão de beleza quando crescer. Por prezar tanto o belo, se encantou com a nova roupagem que recebeu neste sábado (21) a Escola Estadual Professor Henrique Bertolucci, no Jardim Noroeste, na região da Vila Independência, local onde estuda. A instituição foi contemplada pelo projeto Ao Vivo e em Cores, desenvolvido por alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Com o objetivo de se envolver com a comunidade local e ainda oferecer contrapartida por estarem matriculados em faculdades públicas, 30 alunos da organização, somados a outros 20 de apoio e mais 100 voluntários, sendo a maioria da Unesp, levaram cor à escola, eleita entre outras cinco.
“Avaliamos condição social, receptividade da diretoria e o estado da escola”, explica Mariana Cintra Elias, que cursa engenharia civil. Ao ser aprovado, o muro interno do local recebeu cores fortes, como pediram as crianças em consulta interna, ressalta a estudante do mesmo curso da Unesp Rebeca Mantovaneli.
Do lado externo, a cor predominante foi o azul, onde planetas e o fundo do mar seriam retratados. “Todos os anos realizamos uma avaliação institucional. Buscamos a opinião de todos, inclusive das crianças. Elas queriam uma escola mais bonita, diferente. Não sabíamos como fazer. Este projeto veio ao encontro”, comenta a diretora Maria Inês Marra Faria.
Lúdico
Além dos muros, o piso também ganhou caminhos coloridos. Os universitários ainda ergueram um parquinho em uma área da escola, destaca a estudante de arquitetura Mariana Cordeiro de Melo. Enquanto faziam o trabalho, os pequenos se divertiam com várias oficinas, que lhes ensinaram a fazer brinquedos de material reciclável e a fazer observações em microscópios, por exemplo.
Até um número de magia foi apresentado para a felicidade de Felipe Garcia Marques, 6 anos. “Ele esperou por isso a semana toda. Achei ótima a iniciativa, inclusive para a integração dos pais”, comentou a mãe Camila Garcia, 33 anos. Ela que é professora, assim como Maria Aparecida Lopes, que dá aula para o 4.º ano do Ensino Médio na Henrique Bertolucci, destacam a importância do ambiente para o aprendizado.
A expectativa é que as crianças contempladas apreciem tanto o saber que, caso queiram, também sejam capazes de cursar universidade pública, quando estiverem na fase de escolherem um lugar no mercado de trabalho.
