Fotos: Bruno Freitas |
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Servidores rejeitaram contraproposta e votaram pela manutenção da greve |
Os servidores públicos municipais rejeitaram, em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (25), na sede do sindicato da categoria, a contraproposta feita na terça-feira (24) à noite pela Prefeitura de Bauru. Os servidores se reuniram novamente na frente do sindicato nesta quarta-feira, às 14h, e deram início a uma nova passeata, que seguiu a pé com carro de som e cartazes rumo à sede administrativa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e à Praça das Cerejeiras. Eles queriam falar com o prefeito Rodrigo Agostinho, mas foram recebidos pelo chefe de Gabinete, Arnaldo Ribeiro, e e pelo secretário de Finanças, Marcos Garcia. Os dois ficaram de levar a contraproposta dos servidores ao prefeito (leia os itens abaixo).
Assembleia recusa proposta
Na assembleia realizada pela manhã, a categoria entendeu que não houve avanço nas negociações e decidiu manter a greve. A administração municipal propôs pagar em dinheiro o vale-refeição aos servidores que recebem até R$ 2,3 mil.
A deliberação foi tomada por cerca de mil funcionários públicos, que se reuniram em frente ao prédio do Sinserm, na quadra 14 da rua Saint Martin, no Centro de Bauru.
O vale-refeição é garantido aos funcionários que trabalham oito horas diárias ou mais e seria reajustado de R$ 220,00 para R$ 300,00. O pagamento em forma de abono, não incorporado ao salário, também é extensivo aos aposentados e pensionistas que possuem o mesmo limite de vencimentos, bem como aos inativos que recebem entre R$ 2,3 mil e R$ 2,6 mil.
Se fosse aprovada, a medida contemplaria cerca de 3 mil servidores ativos e outros 1,5 mil aposentados e pensionistas. Já o vale-compras, assegurado a todos os trabalhadores, seria reajustado de R$ 285,00 para R$ 300,00, conforme a proposta inicial.
A prefeitura manteve os demais itens apresentados anteriormente, que são abono de R$ 50,00 a todos os servidores da ativa e inativos, retroativo a março, e mais R$ 30,00 a partir de abril para quem ganha até R$ 2,3 mil.
Contraproposta dos servidores
Após a assembleia, os diretores do Sinserm apreciaram as reivindicações de lideranças entre os trabalhadores e chegaram a uma nova contraproposta, que será apresentada ao prefeito em reunião que deverá ser realizada ainda nesta quarta-feira.
Segundo a assessoria de imprensa do sindicato, a condição para que os servidores voltem ao trabalho e suspendam imediatamente as paralisações dos serviços municipais é que o mínimo de aumento de 7,2% da inflação seja pago de forma retroativa. Para isso, os trabalhadores aceitam receber essa diferença em dois momentos. A primeira metade seria de imediato, de 3,6% retroativos referentes à data base de 1º de março e o restante eles aceitam que o pagamento aconteça a partir de abril.
Ainda de acordo com a assessoria, os servidores querem que o vale-compra contemplem todos os aposentados, inclusive, aqueles que recebem acima do teto de R$ 2.300,00. Além disso, eles aceitam o valor do benefício em R$ 300,00 desde que o prefeito Rodrigo Agostinho firme compromisso de se reunir com o sindicato em maio para negociar o aumento para R$ 400,00 do vale, além do ganho real. Caso isso não ocorra, segundo o Sinserm, uma nova assembleia seria realizada em maio para discutir os rumos do movimento e a retomada da greve.
O JCNET está acompanhando as negociações.
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