Polícia

Homicídios são três vezes menor em 2015

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

João Rosan/Arquivo

Kitazume: “As prisões em flagrante aumentaram bastante”

Dados oficiais do Estado sobre a criminalidade apontam que houve queda no número de quase todos os tipos de delitos em Bauru. O destaque vai para o crime homicídio que, na avaliação do primeiro bimestre de 2015, apresentou número três vezes menor que o mesmo período referente ao passado.

Segundo os dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SP), divulgados nessa quarta-feira (25), 12 pessoas foram assassinadas entre janeiro e fevereiro de 2014, enquanto que, nos últimos dois meses, quatro mortes do tipo foram registradas em Bauru.

Na contramão da redução dos índices - que também contemplam os casos de estupro, tráfico de drogas, roubos, furtos e vítimas de acidentes fatais -, aparecem apenas roubo de veículos e lesão corporal culposa, que tiveram aumentos de nove para 13 casos (44%), e de 3 para 4 (33%), respectivamente (veja mais no quadro).

Perfil

João Rosan/Arquivo

Martines: “No ano passado, havia onda de acertos de contas”

O perfil dos homicídios contabilizados neste ano, contudo, é o que mais tem chamado a atenção das polícias.


“Foram crimes, em sua maioria, passionais e cometidos por motivo fútil, de difícil prevenção”, analisa o delegado seccional Ricardo Martines, lembrando do caso da jovem morta pelo namorado há pouco mais de um mês.


Ele compara as ocorrências com o mesmo período do ano passado, onde vários assassinatos com características de execução foram cometidos. “Vivíamos uma onda de acerto de contas gerada pelo tráfico. E as mortes eram mais numerosas porque esse tipo de crime, geralmente, tem revide”.


Mais prisões


Tanto para Martines quanto para o comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, a queda também reflete o trabalho conjunto que tem sido realizado pelas polícias nos últimos seis meses.


“As prisões em flagrante aumentaram bastante. Também observamos um grande aumento no número de pedidos de prisões temporárias, o que impactou diretamente no trabalho de prevenção”, frisa Kitazume. Martines reforça a análise explicando que a Polícia Civil tem trabalhado no intuito de  aumentar o número prisões tanto temporárias quanto preventivas na cidade.


“Essa orientação tem sido cumprida e tem dado certo. Assim que um roubo, uma tentativa de roubo ou um homicídio é cometido e a vítima reconhece o autor, por exemplo, os delegados têm solicitado, de imediato, a prisão temporária”, pontua Martines. Além de mais rigor, ele esclarece que há ainda um pedido de mais agilidade nas investigações para que as prisões preventivas possam ser decretadas antes de o suspeito voltar para as ruas.


Mais patrulhamento


A diminuição da espera dos policiais militares no plantão é outra medida que estaria sendo colocada em prática e teria ajudado na intensificação do trabalho ostensivo feito pela PM, por meio do patrulhamento. “Quando não há apreensão e perícia, o policial militar não precisa esperar, pode deixar a cópia da ocorrência feita por ele ao delegado plantonista e voltar para o patrulhamento”, pontua Martines.


Kitazume frisa ainda que a corporação tem feito um mapeamento diário da criminalidade para direcionar o patrulhamento, fato que, inclusive, estaria diminuindo a concentração de usuários de drogas, por exemplo.


 

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