Vou narrar na primeira pessoa.
Não vou inventar um personagem...
Esses versos é o que destoa,
Decisões de um governo
sem imagem.
O incentivo não está à altura,
Em um país analfabeto,
Eu sou a favor da cultura...
E não tolero o desafeto.
Oficinas culturais...
Ultimada com pretensão...
O saber já não é mais...
Sinônimo de evolução.
O mundo caminha assim...
Retrógrado à sapiência,
A cultura jamais terá fim...
Pois também é uma ciência.
Ciência do saber...
Ciência do desenvolvimento...
Ciência que nos dá prazer...
De ir à busca do conhecimento.
A política não é cultura,
É o câncer do Brasil,
Ela nuca estará à altura,
De mentes brilhantes a mil.
Isto tudo é politicagem...
Sentem-se poderosos na ação,
Mas não têm a mínima coragem...
De findar a corrupção.
Aonde quer que esteja...
A política é desenvoltura...
Agora vem com bafeja...
Emburricar nossa cultura.
Perdemos o gostoso
sabor do saber...
E padecemos ao acerbo
sabor da política...
Vamos todos, coesos a vencer...
A política que só vive sob a crítica.
Luiz Antonio de Oliveira