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Suspeitos de fornecer atestados falsos de HIV são identificados

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Federal identificou dois suspeitos de fornecer atestados falsos de HIV para que trabalhadores pudessem sacar o FGTS. Eles receberiam, em média, de R$ 400,00 a R$ 1,8 mil. Conforme o JC noticiou, na quarta-feira (25) passada, cinco foram presos ao tentar dar o golpe. Todos respondem em liberdade.


Os nomes dos suspeitos serão preservados pela reportagem, já que a polícia optou por não pedir a prisão temporária. De acordo com o delegado responsável pelo caso, José Emanuel Ferreira de Almeida, ambos têm residência na cidade e um deles também possui emprego fixo. “Por enquanto, nós entendemos que os dois homens não vão atrapalhar a investigação”, diz.


No entanto, com o fim do inquérito, os dois deverão ser indiciados por falsificação de documento público e participação nas tentativas de estelionato. Caso haja confirmação de que eles também estejam envolvidos com outros 90 casos semelhantes, que foram consumados, os suspeitos responderão por participação em estelionato.


Eles foram identificados graças à denúncia de uma das pessoas que foram presas na semana passada. Um dos suspeitos admitiu que agia em parceria com o cunhado. No entanto, o homem assumiu ter falsificado apenas dois dos cinco atestados médicos. Já o cunhado dele disse que elaborou quatro documentos.


Além disso, os homens afirmaram que fizeram mais atestados médicos. Um deles disse ter elaborado outros dez, mas o outro confessou 30. “Há um desencontro de informações. Provavelmente, eles não admitiriam a autoria de todos os atestados para tentar reduzir a culpa”, explica o delegado.


Segundo Almeida, a investigação seguirá no sentido de identificar outros possíveis suspeitos, que podem ou não ter alguma relação com os homens já identificados. “Um deles disse que comprou um pendrive com o atestado escaneado na Praça Rui Barbosa”.


Modo de agir


Os suspeitos faziam as alterações nos atestados em uma loja de informática, mas a polícia descartou o envolvimento dos proprietários do estabelecimento no crime. O delegado aguarda agora a notificação dos 90 casos de estelionato consumado por parte da Caixa Econômica Federal.


“Só na agência do Jardim Redentor, fui informado que houve 19 fraudes com atestados idênticos aos das cinco pessoas que foram presas em flagrante por tentativa de estelionato, mas já estão em liberdade”, acrescenta.

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