Cultura

Oficina Cultural: mobilização continua em Bauru

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Éder Azevedo

11h35 - Pedro Tobias e Elson Reis no escritório do deputado, em encontro durante a manhã

A semana começou movimentada em Bauru pela permanência da Oficina Cultural. Nesta terça-feira (31) faz uma semana da primeira matéria do JC que noticiou o reordenamento de seis Oficinas Culturais em São Paulo, entre elas a Glauco Pinto de Moraes. Na prática, significa fechamento do prédio, atualmente em reforma na rua Amazonas, região do Jardim Cruzeiro do Sul, e transferência da coordenação para Marília, segundo decisão da Secretaria Estadual de Cultura para contenção de gastos.


Desde então, artistas, alunos, autoridades e população em geral estão se mobilizando de forma pacífica e cidadã para mudar o quadro por receio de perder atividades oferecidas  gratuitamente oferecidas a Bauru e região. Nessa segunda-feira (30), o primeiro ato de apoio à manutenção da Oficina foi no escritório do deputado Pedro Tobias (PSDB), de manhã.


Representantes da área cultural em Bauru procuraram o parlamentar para discutir e organizar os esforços contra o fechamento da unidade.  O deputado já manifestou seu repúdio à decisão anunciada na semana passada pela Organização Social Poiesis, que administra a Oficina, a partir de decisão da Secretaria Estadual de Cultura.

Na tentativa de reverter a decisão, Tobias conversará hoje com o governador Geraldo Alckmin, em São Paulo, para solicitar apoio dele contra o fechamento. Além do governador, o deputado falará também com o secretário de Estado da Cultura, Marcello Mattos Araújo.


‘Abração’


Durante a reunião dessa segunda, o deputado recebeu informações sobre o prédio onde funcionava a Oficina Cultural e que atualmente passa por reformas, ao custo de mais de R$ 5 milhões, para adaptar o espaço à demanda, inclusive com obras de acessibilidade. O secretário municipal da Cultura, Elson Reis, informou ao JC que os manifestantes darão um grande abraço no atual prédio. Ficou definido que a manifestação (‘Abração’) ocorrerá nesta quinta-feira, a partir das 10h. O deputado adiantou que entrará no prédio para ver como andam as obras.


“Dou um boi para não entrar na briga, mas quando entro, dou uma boiada para não sair dela”, afirmou Tobias durante a reunião.


No teatro


Um pouco mais tarde, às 14h, membros da classe artística se reuniram com o secretário municipal de Cultura, Elson Reis, no Teatro Municipal. Participaram representantes dos municípios de Lins, Getulina, Guaiçara e Águas de Santa Bárbara, que são atendidos com atividades culturais da Oficina Glauco Pinto há anos.


“Qualquer município depende muito da Oficina, mesmo tendo suas próprias atividades”, ressaltou Elson. “Vamos ficar ‘mancos’ de Cultura. Isso não pode acontecer”, complementou ainda Marcelo Garcia, diretor de Cultura e Turismo em Guaiçara. Também aderem ao movimento os vereadores Carlão do Gás (PR) e Fábio Manfrinato (PR). Outros membros do Legislativo estarão no “Abração” desta quinta.


Vale lembrar que o fim de semana foi marcado por atos pró-Oficina no Centro e na avenida Getúlio Vargas.

Para sair do aluguel


Outro assunto debatido na reunião dessa segunda entre o deputado Pedro Tobias e os representantes culturais de Bauru foi encontrar uma alternativa para livrar a Oficina Cultural “Glauco Pinto de Moraes” do pagamento de aluguel enquanto a reforma do prédio não termina.  O deputado, o prefeito Rodrigo Agostinho, o secretário municipal de Cultura Elson Reis e o chefe de gabinete da Prefeitura, Arnaldo Ribeiro, fizeram vistoria no prédio do Museu Ferroviário, quadra 1 da rua Primeiro de Agosto, no Centro, à noite.


“Aqui temos cinco salas disponíveis (quatro pequenas e uma grande), onde podemos receber a parte administrativa da Oficina”, revelou o prefeito. Tobias complementou ainda que não há mais argumento para fechamento, já que o problema seria o aluguel, mesmo que temporário. “Não há mais motivo. O DER também tem duas salas lá e disse que pode nos ceder. Vou encaminhar tudo isso ao próprio secretário de Cultura e ao governador Geraldo Alckmin”, frisou.

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