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Servidores da Emdurb votam pela manutenção da greve

Bruno Freitas, Vinícius Lousada e Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

"Mesmo se trabalhassem em dobro eles não conseguiríam resolver tudo em quatro e cinco dias", avaliou o presidente da Emdurb, Nico Mondelli

O servidores públicos municipais da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) decidiram pela manutenção da greve na manhã desta terça-feira (31), em assembleia realizada no Departamento de Apoio Operacional (DAO - rua Aparecida), com a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm).

Em uma votação rápida, a decisão da maioria (54 a 5) foi de que o movimento que pede melhores salários deve ser mantido, no entanto, cumprindo a decisão de uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e mantendo 70% dos funcionários trabalhando.

Lixo nas ruas

A Emdurb é responsável pela coleta de lixo e a paralisação da categoria já resulta em, pelo menos, 1,3 milhão de quilos de resíduos espalhados pelas calçadas da cidade. Entretanto, a população tem reclamado muito da quantidade de lixo acumulado nas ruas.

Em condições normais, o serviço retira das vias públicas 300 mil quilos de lixo por dia. Estimativa da Emdurb aponta que, desde a última terça-feira, quando a greve teve início, até o fim de semana, 1,5 milhão de quilos deveriam ter sido destinados ao aterro sanitário pela coleta orgânica. O montante recolhido, no entanto, foi de apenas 184,3 mil quilos: 12% do total.

Desde sexta-feira, os coletores têm cumprido decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mantendo nas ruas pelo menos 70% das equipes do serviço. Até então, a paralisação era integral.

Apesar disso, o volume de lixo coletado ficou aquém do esperado, segundo a Emdurb. Na sexta, as equipes da tarde e da noite recolheram apenas 47% da quantidade esperada. No sábado, o índice foi ainda menor, de 45%.

Esses fatores explicam a frustração em parte da população, que nutria expectativas em torno do fim do lixo acumulado nos bairros nos quais o poder público divulgou que o serviço seria executado nos últimos dias.

O volume de lixo recolhido pela coleta seletiva também não alcançou a média. Nos últimos quatro dias, foram 7.769 quilos. Em condições normais, esse número chegaria a cerca de 30.000 quilos.

Força-tarefa

Presidente da Emdurb, Nico Mondelli acredita que os coletores deliberarão pelo fim da greve na assembleia desta manhã. Ele deixa claro, contudo, que o retorno de 100% dos trabalhadores não implicará na solução imediata para o acúmulo de lixo nas ruas.


“Se fizerem duas viagens, ou seja, trabalhassem em dobro, conseguiríamos resolver tudo entre quatro e cinco dias. Sem dúvida, os coletores terão que cumprir horas extras; talvez umas três por dia”, estima.


De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, se não houver intercorrências ou quebra de caminhões de lixo, a demanda deve ser sanada em até 10 dias.

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