Economia & Negócios

Páscoa gera empregos temporários em Bauru

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 2 min

Meste momento, você pode estar escolhendo ainda o ovo de Páscoa para domingo ou o bacalhau para manter a tradição de comer peixe amanhã. Mas, certamente, a maioria está procurando o produto mais barato. Com o freio de mão puxado, o consumidor está retraído por conta da temida crise econômica. Porém, o comércio conseguiu gerar novas vagas temporárias neste período sazonal.


Patrícia Rossi, presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), aponta que, mesmo com o contexto atual, as vendas estão boas nesta Páscoa. E o número de contratações temporárias acompanha a tendência. No comércio e indústria, a estimativa é de 150 novos empregos gerados só por conta do setor. “São empregos ligados diretamente ao comércio de ovos, presentinhos, lembranças. São vagas como degustadores, vendedoras, promotoras e envolvidos em ações de marketing”.


‘Terceiro Natal’


Os números vão estar fechados, em definitivo, só no decorrer deste abril, mas, sem dúvida, para Patrícia Rossi, a realidade da Páscoa é bem diferente da chamada grande crise que se avizinhava no comércio varejista (e claro, traz a reboque à indústria, porque esta não produz, se o mercado não absorve).


“Estamos diante do nosso ´terceiro Natal´, esta época só perde para o Natal propriamente dito e o Dia das Mães. E estamos vendo que não há perspectiva tão ruim assim não”, afirma a presidente da Acib.


Desmistificação


“Na realidade, eu tenho falado com todos os associados para desmistificar essa ideia de crise. Aliás, é nessa época que temos que estar atentos e vermos oportunidades. E elas estão aí. Veja que para os contratados temporariamente é uma grande chance de essas pessoas serem contratadas. O mercado sempre aproveita os que se destacaram, e eu vejp isso como muito significativo”, aponta Rossi.

Éder Azevedo

Franciele é um exemplo de trabalhadora temporária e que foi efetivada

A presidente da Acib conclui dizendo que há empregados que emendam os três meses de contrato temporário com o Dia das Mães. O que ela aconselha é que não haja acomodação e que o profissional - bem como o empreendedor - saiba usar as ferramentas que tem, ao melhor estilo, “faça do limão que te atiram, uma bela limonada”.

Vaga definitiva

Aos 23 anos, a estudante de administração Franciele Antonio dos Santos Pereira é um exemplo de trabalhadora temporária e que vai ser efetivada. Ela conta feliz que nessa terça-feira (31) foi seu último dia como demonstradora temporária de produtos para a Páscoa. Indicada por uma amiga, ela foi contratada por 45 dias por uma empresa que revende, em Bauru, itens como doces e chocolates para as confeiteiras.


Na terça, apresentava “pingos de chocolate branco” para as clientes de uma loja especializada em artigos para festas. Ela se destacou e outra empresa do mesmo ramo ofereceu uma vaga definitiva.


“Conversei com a chefia aqui, eles me deram todo o apoio. Os caminhos se abrem. A gente tem que batalhar, arriscar porque as chances estão aí”, finaliza Franciele, desejando a todos “uma excelente Páscoa”.

 

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