Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians |
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Elias briga pela posse de bola em lance disputado na partida de ontem |
O zagueiro Cristian González, do Danubio, foi acusado pelos jogadores do Corinthians de ter chamado o volante Elias de “macaco”. A ofensa racial teria ocorrido aos 24 minutos do primeiro tempo da partida desta quarta-feira à noite, no Itaquerão. Os dois jogadores bateram boca.
No intervalo, perguntado sobre o assunto, Elias foi evasivo. “Deixa para lá. (González) disse, mas preciso me concentrar na partida”, afirmou o jogador, um dos destaques na vitória do Corinthians por 4 a 0 pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores.
Depois do jogo, os corintianos saíram em defesa do volante e cobraram punição pesada a Cristian González. “Ele fez o gesto como se fosse macaco para ofender o Elias. É lamentável acontecer isso. Conseguimos dar a resposta correta, dentro de campo, e ganhar a partida. As punições têm de ser mais severas. Do jeito que está é chato. O Elias é um cara que precisa ser parabenizado pela maturidade. Se fosse outro, poderia agredir. Depois, quem foi ofendido acaba sendo o culpado”, disse o goleiro Cássio.
Para Emerson, o Danubio também tem de ser punido pela Conmebol. “Tem de uma achar uma solução, usar as imagens da televisão para identificar os responsáveis e a federação que organiza o torneio punir o atleta e o clube. Já não cabe mais isso, já deu. Não temos nem argumentos para falar mais sobre isso.”.
Segundo o meia Renato Augusto, Elias relatou a ofensa racial aos companheiros nos vestiários durante o intervalo. O time já vencia por 2 a o e Tite pediu que os seus jogadores não caíssem nas provocações dos uruguaios. “Elias falou para a gente que ele(Cristian González) fez um gesto de macaco. Aí, o Tite disse para a gente que eles iriam tentar nos desestabilizar emocionalmente, mas que deveríamos continuar jogando o nosso futebol.”
Tite pede punição pesada a zagueiro do Danubio por racismo
O técnico Tite engrossou o coro dos jogadores do Corinthians e também pediu punição pesada ao zagueiro Cristian González, do Danubio. "Tomara que as pessoas possam ficar atentas a essas situações no esporte, no âmbito social. Tomara que quem tenha responsabilidade fique atento a isso", disse o técnico do Corinthians.
As críticas do treinador se estenderam também ao atacante Fornaroli. O treinador, no entanto, não quis revelar o motivo da sua desavença com o uruguaio. "Não falo com ele. E nem ele vai se dirigir a mim no final do jogo. Eu sei o que os atletas passaram dentro do campo. Esse é um fato à parte", disse.
O treinador destacou ainda que seus jogadores não caíram nas provocações do time uruguaio, que, inferior tecnicamente ao Corinthians, abusou das faltas para tentar segurar o oponente. "Eles estavam provocando e simulando faltas desde o início do jogo. Foi um show de coisas extra futebol, com simulação e tudo o que vocês quiserem. Mas nosso time jogou muito, jogou muita bola. Infiltrou, finalizou, com nível altíssimo de precisão. Foram mais de 20 finalizações e 14 foram no gol. Isso é o mais importante", disse.