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Em Agudos, a encenação começa na Paróquia de Santo Antônio e termina no ginásio Aquiles Sormani |
Sexta-feira (3) é dia de reflexão para os cristãos. Na região, várias cidades encenam a Paixão de Cristo para as pessoas assistirem ao sofrimento de Jesus e, por consequência, olhar para dentro de si e perceber seus ensinamentos. Na cidade de Ibitinga, a Via Sacra é uma tradição de mais de 30 anos. Em Agudos, a encenação acontece amanhã com 63 atores voluntários.
Em Reginópolis, o grupo de teatro amador faz uma releitura da história real. Em Macatuba, terá dramatização da Paixão do Senhor.
A versão 2015 da Via Sacra de Ibitinga teve duas edições. Uma foi nessa quarta-feira (1) e outra será nesta sexta-feira (3). O evento é organizado e apresentado desde 1982 pelo grupo de teatro Bom Jesus. Atualmente conta com mais de 300 participantes, entre atores e figurantes, que ensaiam desde o início do ano.
Este ano, a Via Sacra terá surpresas para o público. Nos momentos considerados cruciais da encenação, onde não há dublagens, tudo será ao vivo. O som se propaga por microfone de lapela, que é utilizado pelos atores para acrescentar mais realismo às cenas.
O espetáculo é uma realização da Prefeitura de Ibitinga que está preparando cuidadosamente a estrutura para o público. E mais: finda a encenação, com a ressurreição de Cristo, acontece o espetáculo pirotécnico na apresentação da Via Sacra.
Na devoção da fé católica da Via Sacra consiste na oração mental de acompanhar o Senhor Jesus em seus sofrimentos conhecidos como a “Paixão de Nosso Senhor”, a partir do “Tribunal de Pilatos” até o “Monte Calvário”. Esta maneira de meditar teve origem no Século X, no tempo das Cruzadas.
Os fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana, que peregrinavam na Terra Santa e visitavam os lugares sagrados da “Paixão de Jesus”, continuaram recordando os passos da Via Dolorosa de Jerusalém. Em suas pátrias, compartilharam esta devoção à Paixão. O número de 14 estações fixou-se no século XVI.
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Espetáculo teatral em Agudos tem trajeto de mais de um quilômetro
A Paixão de Cristo em Agudos começa às 18h de amanhã na Paróquia de Santo Antônio, onde Jesus é condenado perante Pilatos. A encenação segue pela rua 7 de setembro até o Estádio Municipal Aquiles Sormani, onde as demais cenas serão desenvolvidas. “As cenas do calvário, quando Jesus cai são acompanhadas pelo público. No estádio são realizados os últimos momentos de Cristo. A crucificação, morte e ressurreição”, informa o coordenador, Luiz Carlos de Paula, 51 anos.
São 63 atores que emocionam o público, garante o coordenador. “As cenas em que Jesus é pregado na cruz junto com os soldados romanos é um momento que o pública fica em total silêncio. Dá para escutar a respiração das pessoas.”
A expectativa é de receber cinco mil pessoas. “No ano passado contamos com um público de duas mil pessoas. Este ano divulgamos mais. Faz 30 anos que fazemos a encenação de Cristo.”
Os textos são baseados na Bíblia em todos os momentos. “A intenção é trazer a história para uma linguagem mais fácil de entender. Nas cenas da ressurreição, o local é escuro e as pessoas se emocionam bastante também.”
Luxo
Os figurinos são luxuosas, avisa o coordenador. “Procuramos chegar o mais perto possível das vestimentas da época. Antigamente, quando começamos a fazer a encenação na cidade, pegávamos emprestado as roupas das namoradas para fazer as roupas dos soldados”, lembra.
Dramatização
Na cidade de Macatuba, a Semana Santa teve início dia 29 de março com o Domingo de Ramos. A dramatização da Paixão do Senhor será na Igreja Matriz, sexta-feira (3) com início programado para as 16h.
No sábado (4), a partir das 20h, tem Vigília Pascal com bênção do Fogo Novo na Igreja Matriz. Após a missa, tem a encenação da ressureição de Jesus Cristo.
Reginópolis faz releitura da paixão, morte e ressurreição sem ser fiel ao texto bíblico
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Grupo de Teatro Estrela de Cristo traz o tema para atualidade |
O Grupo de Teatro Estrela de Cristo vai encenar a paixão, morte e ressurreição de Cristo na Praça da Matriz nesta sexta-feira, às 20h. São 30 voluntários que usam as passagens da bíblia com uma interpretação mais próxima da realidade atual.
Uma das cenas mais fortes é o momento da crucificação de Jesus, explica o coordenador do grupo, Irineu Aparecido de Oliveira Amarins.
“Temos algumas cenas fortes, uma delas é o momento da crucificação. A morte de Judas. Vamos encenar de forma diferente, teremos o suicídio dele. Teremos um grupo de atores que vai interpretar o mal, simbolizando toda a parte de provocação. A nossa peça não é fiel ao texto bíblico. Utilizamos a Paixão de Cristo, mas contamos de forma diferente.”
Já no início da encenação o público vai perceber a diferença. “O grupo do mal simboliza os pecados e conversa com a plateia. Eles questionam: quantas vezes seu pecado não colocou um espinho a mais na coroa de Cristo? Será que em algum momento de suas vidas você não se comportou como Judas? Nossa encenação faz essa reflexão.”
O ‘mal’ participa em várias partes da encenação. “Eles provocam Jesus para ele desistir de morrer. Que não vai dar certo que não adiantar porque os homens não vão entender o gesto dele. Eles provocam até o momento da morte.”

