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A congregação é formada por professores, alunos e funcionários |
A Congregação da Faculdade de Medicina da Unesp do câmpus de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) deliberou na quarta-feira (1) pela criação de um grupo, que foi instalado nessa quinta-feira (2), formado por professores, alunos e funcionários, para fazer um levantamento preliminar ouvindo alunos do 1º e 6º ano que estiveram presentes à festa onde os veteranos receberam os calouros vestidos com roupas similares as da Ku Klux Klan, organização racista americano que pregava a supremacia branca e atacava negros.
Após a apuração, será avaliada a necessidade ou não de criação de uma Comissão de Sindicância para que sejam aplicadas as eventuais punições. O código prevê punições que vão de advertência verbal a expulsão da faculdade.
Os alunos da 48ª turma de medicina, responsáveis pela festa, afirmaram que a fantasia era, na verdade, de “carrasco”.
Estudantes do 1º ano e 6º ano apresentaram na reunião extraordinária da Congregação um relato detalhado dos fatos ocorridos naquela noite. Um aluno da 48º Turma, atual 6º ano, pontuou cada uma das etapas da festa, que era aberta, de participação não obrigatória, e na qual, tradicionalmente, os veteranos se fantasiam.
Todas as fotos da festa foram publicadas na página oficial da turma no Facebook. Uma delas foi alvo de uma montagem em que foi posicionada lado a lado com uma imagem de um ritual da organização Ku Klux Klan (também conhecida como KKK) e publicada na mesma rede social, induzindo os internautas a associarem, equivocadamente, a recepção dos alunos da Unesp à seita.
Os alunos do 6º ano se desculparam publicamente com a comunidade acadêmica e também com a sociedade, admitindo terem errado ao escolher o tema da fantasia, o que deu margem às interpretações distorcidas.