Alex Mita |
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Da esq. para direita: tenente José Sérgio de Souza, tenente José Mário de Freitas Jr., capitão Arthur Scachetti, Fabiana Trevisan de Lima, NelsonAugusto Neto, Paulo Moraes, Daniele Oliveira, Waldomiro Júnior, Fernando Machado da Silva e Ewerton Mussi |
Confirmando tendência já constatada ao longo do ano passado, a quantidade de acidentes ocorridos nas ruas e avenidas de Bauru continua caindo. Nos primeiros três meses de 2015, foram 1.338 casos: 14,6% a menos que o total registrado em janeiro, fevereiro e março de 2014. Por outro lado, cresceu o número de vítimas graves: velocidade e motocicletas puxam a alta.
A variação apurada entre os dois períodos foi de 61,8%, com o salto de 28 para 45 vítimas. As estatísticas foram apresentados na tarde de ontem, em reunião do Grupo de Apoio à Redução de Acidentes de Trânsito, formado pela Emdurb e outros órgãos municipais e de segurança pública.
Os acidentes com vítimas graves ocorreram em 50 pontos diferentes da cidade. Em nenhum deles, houve reincidência, o que, segundo o engenheiro da Emdurb, Nelson Augusto Neto, dificulta o mapeamento de suas causas. “Se eles estivessem concentrados em determinados cruzamentos ou vias, teríamos mais elementos para fazer essa análise”.
De qualquer forma, ele explica que todos esses locais serão averiguados in loco. “Certamente, muitos foram motivados por imprudência. Nossa intenção, portanto, é saber o que podemos fazer para minimizar as consequências de eventuais novos atos imprudentes”, pontua.
PERFIL
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Nelson adianta, no entanto, que algumas características são comuns à maior parte dos acidentes com vítimas graves. O primeiro deles é o de que muitos acontecem no período noturno, quando o fluxo de veículos nas ruas é menor, proporcionando o tráfego em altas velocidades.
Outro ponto é o alto índice de motocicletas envolvidas nessas ocorrências. Por conta disso, pela primeira vez, o Sindicato dos Trabalhadores Empregados, Agenciadores, Condutores de Utilitários em Duas ou Três Rodas Motorizadas ou Não de Bauru e Região (Sindimoto) foi convidado para participar do encontro do grupo que atua em prol da redução de acidentes.
O engenheiro da Emdurb explica que a ideia é construir ações em conjunto, que possam evitar ou reduzir os índices, embora frise que os acidentes não estiveram relacionados a condutores profissionais, como mototaxistas e motofretistas.
Fatais
Além de marcar os casos graves registrados nos três primeiros meses de 2015, as motocicletas estiveram envolvidas nos acidentes de trânsito que mataram 24 pessoas no ano passado, quando o total de vítimas fatais chegou a 33, endossando a análise do engenheiro Nelson Augusto Neto.
Em 2013, haviam sido registrados 23 óbitos, o que confirma aumento de 43% no período de janeiro a dezembro de 2014.
As mortes no trânsito ano anterior também superam as de 2009, 2010, 2011 e 2012. Nesses anos, porém, a Emdurb contabilizava apenas os óbitos nos locais dos acidentes. Depois disso, o órgão passou a acompanhar a evolução dos quadros das vítimas hospitalizadas.
Nações com a Nuno é ponto ‘campeão’ em acidentes
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Alex Mita |
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Semáforos de pedestres devem ser instalados no cruzamento vizinho ao Terminal Rodoviário |
Entre janeiro e março deste ano, o cruzamento das avenidas Nações Unidas e Nuno de Assis foi o principal palco de acidentes de trânsito em Bauru. Foram 16 ocorrências no período. O “troféu”, no entanto, não é inédito, já que, no ano passado, o ponto já liderava o ranking.
Na reunião de ontem do Grupo de Apoio à Redução de Acidentes de Trânsito, ficou acertado de que o Corpo de Bombeiros reforçará o monitoramento do tráfego, destinando uma das unidades do resgate ao local em horários de pico.
Durante o encontro, o tenente José Sérgio de Souza, da Polícia Militar, pontuou a necessidade de ações mais efetivas. “Existe o argumento de que as obras da prefeitura no local poderiam ser um fator que explicasse o alto índice de acidentes. Mas e se não for só isso?”.
O engenheiro da Emdurb Nelson Augusto Neto pondera que, apesar de as ocorrências do local não serem enquadradas como graves, a alta frequência de casos preocupa.
“O presidente Nico Mondelli já solicitou estudos para a instalação de semáforos de pedestres e, até mesmo, para saber se é necessário fechar alguns dos acessos desse ponto, no qual, atualmente, são possíveis conversões para diversos sentidos”.
PONTOS CRÍTICOS
Depois da Nações com a Nuno, os cruzamentos da Duque de Caxias com a Araújo Leite, da Wenscelau Braz com a Carlos de Campos e da Nações Unidas com a Rodrigues Alves são os que concentram o maior índice de acidentes: oito em cada um, durante o primeiro trimestre de 2015.
Outros pontos críticos são a Duque de Caixas com a Rio Branco (sete acidentes), Nuno de Assis com a rodovia Marechal Rondon (seis) e Nações Unidas com a Marcondes Salgado (cinco).
Grupo de apoio contribuiu para a queda de casos
Quanto à queda do número total de acidentes, dos sem vítimas e dos com vítimas, inclusive fatais, Nelson Augusto Neto, da Emdurb, atribui os bons resultados – mesmo com o aumento de quase 4% na frota de Bauru - a algumas das ações desenvolvidas após a criação do grupo de apoio.
Criado em maio de 2014 e composto por Emdurb, Secretaria Municipal de Obras, Polícia de Trânsito e Corpo de Bombeiros, o grupo deve se reunir trimestralmente neste ano.
“Temos um excelente exemplo, que é o do cruzamento da Nações e Rodrigues. Mesmo com a sinalização adequada, eram recorrentes os acidentes com motos. A alegação era de que os condutores perdiam o controle. Nós fomos até o local e verificamos ondulações no solo. Dessa forma, a Emdurb fez a frisagem e a Secretaria de Obras, o recape. Depois disso, não tivemos mais ocorrências do tipo nesse ponto”, pontua o engenheiro.


