Regional

Identificada quadrilha que aplicava o "golpe do telhado"

Marcus Liborio
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Simulando ser pedreiros, homens batiam nas casas e alertavam o proprietário que o telhado estava danificado. Ofereciam o “conserto” e, após receber o pagamento pela “mão de obra”, desapareciam da cidade.


Foi assim que quatro moradores de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) foram enganados em um período de menos de uma semana. Na terça-feira (7), contudo, cinco integrantes da quadrilha que atuou no município foram identificados. Um deles acabou detido.


A Polícia Civil investiga o caso há quatro meses, depois que as vítimas registraram boletim de ocorrência de estelionato. Elas caíram no “golpe do telhado”, que vinha sendo aplicado em todo Estado desde 2008. Calcula-se rendimento de R$ 1 milhão aos bandidos.


O grupo foi descoberto através do rastreamento de um cheque usado por um dos moradores para pagar o serviço. Entre os acusados, Claudinei Lourenço Sebastião e Julian Carlos de Almeida Oliveira são apontados como chefes do bando.


O filho de Claudinei, Jonatas Lourenço Sebastião e outro rapaz, André Fernando Moreira, também foram identificados e reconhecidos pelas vítimas, através de imagens de circuito de segurança interna de agências bancárias, como autores dos golpes na cidade. No entanto, os quatro permanecem foragidos.


Um deles, entretanto, foi preso nesta semana: Rogério Pereira Bianco, que responderá por crime de estelionato e formação de quadrilha. Todos são da cidade de Piracicaba. De acordo com a polícia, contudo, a organização criminosa conta com cerca de 16 integrantes.


Os bandidos atuaram por cinco dias em Botucatu, tempo suficiente para arrancar R$ 50 mil das vítimas, que, em todos os casos, eram pessoas idosas.

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