"Se nós aplaudimos o Mais Médicos, está na hora do Menos Ministérios". (Renan Calheiros, presidente do Senado).
"Me senti sem discurso. Qual é o discurso do PT e do governo hoje? Dos Juros? Da inflação? E dizer que não aconteceu nada no dia 15?" (Paulo Paim, senador gaúcho pelo PT).
Não é necessário ser luminar, pessoa muito douta, para sentir um sinal de alerta do atual governo, o que torna premente atitudes vigorosas do governo central que aí está. Afinal, governar é conciliar direitos públicos com direitos privados. A política é, ou deveria ser, uma arte.
Recordando. O ex-prefeito Tuga Angerami encontrou vazios os cofres da prefeitura, além do descrédito geral e uma ponte a ser refeita. Difícil, quando não impossível, enumerar as obras por ele deixadas, mas é necessário que se reconheça: restabeleceu o crédito da prefeitura e deixou trinta e três milhões de reais para serem gastos pelo atual prefeito. Milagre? Não. Apenas um administrador que soube conciliar receita x despesa. O que eu, o que você, o que todos fazem...
O atual prefeito afirma que a folha de pagamento da prefeitura era de sete milhões de reais. Agora é de vinte e um milhões de reais. Resta perguntar: a prestação de serviços básicos cresceu na mesma proporção? Sabe-se: Bauru é uma cidade suja. Não tanto pela administração e muito mais por atitudes dos habitantes. Junto às lixeiras, pedaços de madeiras, cadeiras quebradas, sofá rasgado, enfim, "lixo" não levado pelos caminhões encarregados da limpeza. E mais: firmas de alto conceito distribuindo panfletos que são deixados em caixas do correio e pelas calçadas... Entre 1956 e 1959, como vereador em Andradina, fiz um projeto proibindo essas placas perpendiculares ao eixo das ruas, permitindo apenas placas luminosas.
Cinquenta anos depois o prefeito Gilberto Kassab promulgou lei idêntica, para limpar a cidade de São Paulo. E Bauru? Seus legisladores ainda não pensaram nisso? Desmandos administrativos ensejam o descontentamento geral e fazem surgir a greve. A justiça determinou que 70% do lixo seja recolhido. Por quem?! Pelos lixeiros? Não, eles continuaram em greve naqueles dias.
Álvaro Baptista Pontes