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Caixa Econômica Federal abrirá investigação interna para apurar denúncia |
A nova fase da operação Lava Jato, lançada nesta sexta-feira (10), abrange investigações sobre empresa de publicidade contratada pela Caixa e o Ministério da Saúde que subcontratava empresas do ex-deputado federal cassado André Vargas e seu irmão Leon, disseram delegados da Polícia Federal e promotores do Ministério Público.
"O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica contratam uma empresa de publicidade, ela subcontrata empresas em que o Leon e o André são sócios, essas empresas não existem fisicamente, e recebem um percentual equivalente a 10 por cento do contrato firmado com a empresa principal, então nos leva a crer que provavelmente seja um percentual a ser desviado para os agentes públicos", disse Igor Romário de Paula, delegado da PF, em entrevista coletiva no prédio da PF em Curitiba.
André Vargas, que já foi vice-presidente da Câmara, se desfiliou do PT em abril do ano passado após o surgimento das primeiras denúncias envolvendo seu nome no âmbito da Lava Jato
O nome de Vargas apareceu nas investigações da PF por denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, apontado como um dos operadores do esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras.
Caixa abrirá investigação interna para apurar denúncia
A Caixa Econômica Federal informou que fará uma investigação interna com o intuito de averiguar os fatos revelados pela Polícia Federal na 11ª fase da Operação Lava Jato.
"A Caixa reitera que vai colaborar integralmente com as investigações e informa que encaminhará imediatamente todos os contratos relacionados às empresas citadas à Controladoria-Geral da União, à Polícia Federal e ao Ministério Público", afirmou, em nota. Há suspeita de que a agência de publicidade Borghi Lowe tenha pago propina aos irmãos Vargas para obter vantagens em contratos da Caixa e outros órgãos públicos. Os repasses teriam sido feitos a duas empresas controladas pelos Vargas: a LSI e a Limiar.
Ainda segundo a PF, os contratos de 2010 até 2014 da Borghi Lowe, de Ricardo Hoffmann (preso hoje) com a Caixa estão sendo investigados. Hoffmann é considerado uma espécie de operador do esquema de repasse de propina a agentes públicos. As investigações apontam que, para a realização dos comerciais da Caixa, eram contratadas empresas terceirizadas, como as de filmagem. As subcontratadas repassavam 10% do valor para as duas empresas de Vargas.