Renan Casal |
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No último dia 15 de março a primeira passeata teve a presença de aproximadamente 12 mil pessoas na Getúlio Vargas |
A manifestação ocorrida em 15 de março, que pediu mudanças no País e a saída da presidente Dilma Rousseff (PT), será realizada novamente em todo o País. Mais uma vez, Bauru está entre as cidades que receberão o ato. O primeiro reuniu 12 mil pessoas na avenida Getúlio Vargas e a expectativa dos organizadores agora é aumentar significativamente este índice.
O local de concentração será o mesmo: a avenida Getúlio Vargas, em frente à Polícia Federal. De lá, a caminhada seguirá até a Praça Portugal, retornando ao ponto de origem, com previsão de início às 9h e término por volta das 12h. “Quem participou na primeira vez deve continuar mobilizado, e se possível trazer mais duas ou três pessoas. Queremos mostrar que o sentimento de insatisfação não terminou, pelo contrário, é maior”, frisa Rodolfo Peres.
Membro da organização, Gabriel Machado Loureiro lembra que o ato é apartidário. “Pedimos para que todos vistam as cores da bandeira do Brasil, que são o verde, amarelo, azul e branco, e sem nenhum adereço que represente partido político”, pontua.
Paulo Eduardo Ladeira, da Juventude Bauruense, pede ainda que a população leve apitos e cornetas. “Quem tiver esse tipo de material sobrando e quiser levar para distribuir, é bem-vindo também. E que todos levem algo deste tipo, um apito, corneta, vuvuzela”, reforça.
Quanto ao pedido feito ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), para que houvesse distribuição gratuita de água, o grupo esclarece que a solicitação foi negada. “Nos avisaram apenas por telefone, a formalização eles (DAE) vão fazer só na segunda-feira, mas a informação que nos passaram é que não poderiam mesmo fornecer”, lamenta Paulo Ladeira.
Pontos
Os organizadores explicam que são dez pontos principais em discussão. Entre eles, o pedido para que a presidente Dilma deixe o poder, a redução do número de ministérios pela metade (de 39 para 20, seguindo projeto de lei que tramita no Congresso), a saída do ministro Dias Toffoli do julgamento da Operação Lava Jato, a abertura de uma CPI para investigar casos de corrupção no BNDES e ainda um ajuste fiscal sem aumento de impostos para a população.
“A partir de agora temos que intensificar a pauta, mas sem perder o foco. Um ato como este tem que ser de demonstração de cidadania, queremos caminhar para um País melhor”, reforça Peres.
Neste sábado (11), das 9h às 17h, haverá panfletagem no Calçadão da rua Batista de Carvalho, divulgando o ato de amanhã. A panfletagem já ocorreu no domingo passado, na Feira do Rolo (em frente à antiga Estação da Paulista), e durante esta semana nas universidades e faculdades de Bauru.
Segurança
Segundo os organizadores, o policiamento será igual ou até maior do que no ato de 15 de março, e a Polícia Militar e a Emdurb já garantiram a interdição dos trechos onde haverá a manifestação. “Quem for pode ter certeza que o ato será pacífico”, afirma Loureiro. “A manifestação é pacífica e toda a população, de todos os bairros e região, é muito bem-vinda”, completa.
O grupo pede ainda que as manifestações estejam focadas no pedido de saída da presidente Dilma e no combate à corrupção, bem como nas demais pautas elencadas, e que pessoas que pretendem fazer protestos fora deste contexto ou com outras pautas devem realizá-lo em outra oportunidade, para não se desfocar o tema do ato.
