A vida, todos os dias, tem tem nos mostrado sua fragilida e a sua finitude. Mas sempre somos pegos de surpresa, deixando-nos atônitos com a partida de alguém. A vida precisa ser respeita sim, primeiro por nós mesmos, vivendo-a com cuidado, com responsabilidade, e sobretudo com intensidade, pois é impossível saber com certeza o dia que esteremos acordandando para morrer.
Esse é um tema que preferimos não pensar sobre, para termos a falsa ilusão que viveremos para sempre. Mas pensar também sobre a morte seria o bom exercício, fazendo-nos baixar a bola e ver que por mais quer possamos ter ou ser, um dia a mais vivido, é um passo a mais para o fim. Bom seria também não nos iludirmos com a juventude, com a fase em que os corpos estão "bombando", a beleza esta escrita na face, pois tudo passa, numa surpreendende velocidade, ?nossa como o tempo voou?, sim, isso é literal.
Por isso celebremos a vida, vivamos e deixemos que as pessoas, ao nosso lado, também a vivam. Não queiramos tudo só para nós ou para os nossos, sejamos "menos, menos", que com certeza viveremos muito mais, o nosso egoísmo, o nosso egocentrismo tira dos outros o que muitas vezes nem teremos tempo de usufruir, pois não pensando na finitude da vida traçamos planos como se tívessemos a plena certeza que viveremos 1.000 anos e ninguém sabe do minuto seguinte, ao menos. Ninguém poderá contar ou levar vantagens sobre quer quem que seja, por ser o fulano de tal, o ter tanto em ouro ou outros bens, quando "ela" chegar. São coisas óbvias, mas difíceis de aceitar, quando isso nos tornaria mais humanos, menos pretenciosos e o mundo menos hinóspito, melhor para se viver esse presente divino que são nossas vidas!
Demerval Assis da Silva