Oxigenoterapia hiperbárica
O mau funcionamento das veias das pernas no bombeamento do retorno de sangue para o coração é tratada como insuficiência venosa crônica, popularmente conhecida como varizes. Esse quadro pode desencadear úlceras repetitivas que não cicatrizam, levando o paciente a cirurgias de repetição. Cerca de 20% a 30% da população brasileira sofre de insuficiência venosa, sendo quatro vezes mais frequente em mulheres. Em casos graves de úlceras crônicas, a oxigenoterapia hiperbárica é indicada para auxiliar na cicatrização das feridas decorrentes da doença.
Sintomas
Os principais sintomas são pés inchados, sensação de cansaço e fortes dores nas pernas. "Dependendo do grau de acometimento das varizes, pode causar desde uma alteração estética até consequências maiores, como manchas de coloração castanho escuro nas pernas e as úlceras de difícil cicatrização", detalha a médica bauruense Larissa Passerotti, nefrologista pediátrica e especialista em medicina hiperbárica.
Ferida no tornozelo
Carolina Rosa, de 64 anos, sentiu alguns destes sintomas. Ela procurou um profissional e foi diagnosticada com úlcera localizada próxima ao tornozelo. "Eu percebi uma ferida acima do meu calcanhar que parecia um furúnculo e cresceu de repente", conta. Como recomendado pelo médico, Carolina passou por cirurgia, mas alega que o procedimento não resolveu o problema "Continuou crescendo, a dor era horrível e tinha muito mau cheiro. Não conseguia dormir, achava que ia perder minha perna", relata.
Tratamento
Por intermédio de sua filha, funcionária de um hospital, Carolina tomou conhecimento sobre o tratamento de oxigenoterapia hiperbárica. "Meu médico aprovou e indicou. Assim, consegui acesso ao tratamento, fiz 90 sessões em sete meses e fiquei bem", compartilha a paciente "O tratamento diminuiu minhas dores e aliviou pele", acrescenta.
Repouso
É importante lembrar que o tratamento em câmara hiperbárica não dispensa o repouso adequado com membros elevados, o que é recomendado a todos os pacientes com este quadro. "A oxigenoterapia hiperbárica não cura as varizes e, sim, a consequência da doença, que é a úlcera. Além do mais, os curativos realizados adequadamente previnem as infecções de repetição", explica Larissa Passerotti.
Atividade física em adolescentes
A influência social é um dos fatores associados à prática de atividade física em adolescentes, e se caracteriza pela influência exercida pelos pais, amigos, professores, parentes, dentre outros grupos, sobre a atividade física, podendo ocorrer de forma direta - por meio modelação do comportamento, e indireta, por meio do fornecimento de apoio social. A prática de atividade física e o apoio social dos pais e dos amigos representam as formas de influência social mais frequentemente estudadas em adolescentes.
Influência indireta
Nesse sentido, entende-se que a atividade física dos pais e dos amigos atuaria como um modelo para a prática dos adolescentes - influência indireta. Desse modo, adolescentes - influência indireta. com pais e/ou amigos fisicamente ativos seriam mais prováveis de serem mais ativos, mas os resultados dos estudos ainda são inconclusivos a esse respeito. Entre os adolescentes mais velhos, é esperado que a atividade física dos pais tenha menor influência direta na atividade física dos filhos, pois, geralmente, as atividades destes são realizadas na ausência dos adolescentes, reduzindo as oportunidades de aprendizagem por observação.
Exemplos compartilhados
Em contrapartida, com o passar dos anos, os adolescentes tendem a se espelhar mais em seus amigos, pois, na adolescência, estes se tornam naturalmente as pessoas mais próximas, com as quais eles compartilham atitudes, normas, valores e preferências, o que acaba influenciando na adoção de vários comportamentos, incluindo a atividade física.
Participação
Intervenções para aumentar a atividade física dos adolescentes devem incluir ações no sentido de estimular a participação dos pais e dos amigos nas mesmas, facilitar e criar oportunidades de práticas conjuntas desses grupos com os adolescentes, esclarecer sobre a importância do apoio social deles, e orientá-los sobre como oferecer diferentes formas de apoio social para a prática de atividade física.
Alergia ao leite de vaca em neonatos
A proctocolite alérgica é a principal causa de sangramento retal em neonatos durante os primeiros seis meses de vida. Em geral, ocorre devido à exposição precoce a proteínas heterólogas, principalmente pela ingestão de leite de vaca ou de proteínas desse leite obtidas por meio da amamentação materna. De maneira geral, a proctocolite alérgica é um processo transitório, que cessa durante o primeiro ano de vida em mais da metade dos casos.
Quadro variável
O quadro clínico da proctocolite alérgica é variável, porém, comumente inclui hematoquezia (sangue de cor vermelho vivo nas fezes), diarreia, vômito, irritabilidade, cólicas, distensão abdominal e retardo de crescimento. Independentemente do quadro clínico, o diagnóstico de alergia ao leite de vaca (ALV) é feito por meio da resposta à dieta de exclusão e provocação oral posterior.