Rodrigo Lôbo/Fotos Públicas |
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No mês passado, principais ruas do Recife foram tomadas por manifestantes durante protesto |
As manifestações de 15 de março reuniram cerca de 210 mil pessoas na avenida Paulista, segundo o Datafolha, e foram as maiores realizadas na capital desde os comícios pelas Diretas Já, em 1984. Mas até entre os organizadores dos protestos há dúvidas sobre sua capacidade de repetir o desempenho de março.
Monitoramento feito pela Polícia Militar de São Paulo nas redes sociais apontou crescimento da mobilização em cidades do interior, mas pouca diferença na capital.
O Palácio do Planalto conta com um esfriamento da mobilização em todo o país. Segundo auxiliares da presidente, ela não irá se pronunciar oficialmente sobre os protestos nem escalará ministros para falar como em março.
“A avenida Paulista é uma incógnita, porque agora estamos com mais movimentos em cidades do interior e da região metropolitana”, afirma Rogério Chequer, um dos líderes do movimento Vem Pra Rua, um dos organizadores das manifestações.
Para os outros dois grupos na linha de frente dos protestos, o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Revoltados Online, será possível repetir ou superar o número de manifestantes na capital paulista.
Os três grupos convocaram manifestações em mais de 400 cidades do país, o dobro do chamado em 15 de março. Eles marcharão pela primeira vez com a mesma bandeira, “Fora Dilma”. Avesso à tese do impeachment nos protestos de março, o Vem pra Rua mudou de posição.
Aprovação do governo de Dilma Rousseff fica estável em pesquisa
A popularidade da presidente Dilma Rousseff parou de cair, segundo pesquisa do Datafolha publicada neste sábado, 11. Para 13% das pessoas ouvidas, Dilma faz um governo bom ou ótimo, a mesma porcentagem mostrada no levantamento de março, enquanto para 60% a administração é ruim ou péssima, apenas dois pontos a menos do que na pesquisa anterior.
Também ficaram estáveis as expectativas dos entrevistados em relação à economia. Na opinião de 78% das pessoas ouvidas a inflação deverá aumentar no próximo período, para 70% o desemprego vai crescer e para 58% a situação econômica do País deve piorar. A pesquisa foi realizada nos dias 9 e 10 de abril com 2.834 pessoas em 171 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais.
Em Bauru
Mais uma vez, Bauru está entre as cidades que receberão o ato. O primeiro reuniu 12 mil pessoas na avenida Getúlio Vargas e a expectativa dos organizadores agora é aumentar significativamente este índice.
O local de concentração será o mesmo: a avenida Getúlio Vargas, em frente à Polícia Federal. De lá, a caminhada seguirá até a Praça Portugal, retornando ao ponto de origem, com previsão de início às 9h e término por volta das 12h. “Quem participou na primeira vez deve continuar mobilizado, e se possível trazer mais duas ou três pessoas. Queremos mostrar que o sentimento de insatisfação não terminou, pelo contrário, é maior”, frisa Rodolfo Peres.
Membro da organização, Gabriel Machado Loureiro lembra que o ato é apartidário. “Pedimos para que todos vistam as cores da bandeira do Brasil, que são o verde, amarelo, azul e branco, e sem nenhum adereço que represente partido político”, pontua.
Paulo Eduardo Ladeira, da Juventude Bauruense, pede ainda que a população leve apitos e cornetas. “Quem tiver esse tipo de material sobrando e quiser levar para distribuir, é bem-vindo também. E que todos levem algo deste tipo, um apito, corneta, vuvuzela”, reforça.
Quanto ao pedido feito ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), para que houvesse distribuição gratuita de água, o grupo esclarece que a solicitação foi negada. “Nos avisaram apenas por telefone, a formalização eles (DAE) vão fazer só na segunda-feira, mas a informação que nos passaram é que não poderiam mesmo fornecer”, lamenta Paulo Ladeira.
