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Criança foi levada para a Santa Casa, mas não resistiu; lá, médica percebeu sinais de abusos |
Um menino de dois anos morreu afogado na piscina do Lar Santa Maria, em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), onde vivia com a mãe desde quinta. Ele foi socorrido por funcionários da entidade, que atende mulheres dependentes químicas, e levado para o hospital. Se já não bastasse a tragédia, lá, médica teria verificado indícios de abuso sexual na criança.
O fato ocorreu no final da tarde desse domingo (12). De acordo com a PM, a mãe do menino (as identidades foram preservadas pela reportagem), 34 anos, estaria lavando roupas, enquanto ele brincava pelo local. Durante os afazeres, para certificar-se de que o filho estava bem, a mulher chamava por ele, que, mesmo de longe, respondia.
Depois de um intervalo de 15 minutos, a mãe teria chamado de novo pela criança, mas ela não mais respondeu. Então a mulher saiu à procura do menino e o encontrou boiando na piscina. Ela pulou na água, o retirou de lá e ainda tentou reanimá-lo, sem sucesso.
Suspeita
O menino foi socorrido por funcionários da entidade e levado até o pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de Pirajuí, onde já chegou sem vida. De acordo com uma funcionária da unidade, a médica que examinou a vítima teria constato sinais de estupro.
Devido à suspeita, o corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para ser submetido à exame necroscópico, cujo resultado irá apontar se houve, de fato, o abuso sexual, além de indicar há quanto tempo teria ocorrido o ato.
Foi realizado trabalho de perícia técnica no local do afogamento e a ocorrência, até o fechamento desta edição, estava sendo registrada na delegacia de Pirajuí.
Procurada pela reportagem do JC, uma funcionária do Lar Santa Maria não quis comentar o caso e informou que somente a assessoria de comunicação da entidade poderia se pronunciar, mas, só a partir desta segunda-feira (13) e em horário comercial.
Pegadas
Segundo a PM, a piscina do Lar Santa Maria é totalmente cercada por grades e de difícil acesso para uma criança, sem que haja ajuda de outra pessoa. Os policiais disseram ainda que havia marcas de pegadas, possivelmente de um adulto, espalhadas pelo chão de terra próximo ao portão de entrada da piscina.