Regional

Polícia descarta abuso em menino em Pirajuí

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo/Arquivo

Lar Santa Maria em Pirajuí, onde menino de 2 anos morreu afogado em piscina na tarde do último domingo, na cidade de Pirajuí

A Polícia Civil descartou a suspeita de abuso sexual contra o menino de 2 anos que morreu afogado na piscina do Lar Santa Maria, em Pirajuí, no final da tarde de domingo (12). No entanto, será apurado se houve negligência.


Segundo o delegado titular na cidade, César Ricardo Nascimento, o resultado do exame necroscópico feito no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru não apontou nenhum indício de estupro na criança e que a causa da morte foi asfixia por afogamento. “Ele veio a óbito pela ingestão de líquido. Havia bastante água no estômago e espuma branca no pulmão”, relatou 

Em princípio, conforme o JC noticiou nessa segunda-feira (13), uma funcionária do Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia de Pirajuí, para onde o menino foi levado, afirmou que a médica plantonista teria verificado indícios de abuso sexual na vítima e, por isso, solicitou a necropsia.


O Lar Santa Maria atende mulheres dependentes químicas. A mulher, de 34 anos, faz tratamento e mora no local desde quinta-feira. De acordo com a Polícia Militar (PM), ela estaria lavando roupas, enquanto o filho brincava pelo local. Durante os afazeres, para certificar-se de que o menino estava bem, chamava várias vezes por ele, que, mesmo de longe, respondia.


Depois de um intervalo de 15 minutos, a mãe teria chamado de novo pela criança, que não mais respondeu. Então ela saiu à procura do menino e o encontrou boiando na piscina. Foi quando pulou na água, o retirou de lá e ainda tentou reanimá-lo, sem sucesso.


Segundo a PM, a piscina da entidade é totalmente cercada por grades e de difícil acesso para uma criança, sem que haja ajuda de outra pessoa. No entanto, o portão que dá acesso ao local estava destrancado e a polícia irá investigar se houve negligência.


“As testemunhas confirmaram que o portão não estava trancado no momento do acidente. Foi instaurado inquérito para apurar se houve negligência tanto da mãe quanto dos funcionários do Lar e as condições de segurança do local. O laudo da perícia irá apontar isso e mais pessoas serão ouvidas nos próximos dias”, disse Nascimento.


“É cedo para apontar responsáveis. Mas, ao final, se forem reunidas provas que indiquem ação culposa contra alguém, o acusado pode ser responsabilizado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar)”, concluiu o delegado.

A assessoria de comunicação do Lar São Francisco de Assis informou que todos os fatos serão apurados e, se houver culpados, serão punidos. Disse ainda que se solidariza com a família da paciente.


Pulou na piscina


A criança de 2 anos que morreu afogada na piscina do Lar Santa Maria em Pirajuí no domingo “sempre pedia para nadar”, segundo depoimento da mãe dela ao delegado César Nascimento. “Foi possível perceber que o menino entrou na água por vontade própria, pois ele retirou o shorts antes de pular na piscina”, pontuou.

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