Regional

Ponte precária gera prejuízo em Avaí

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.

Francisco Perez relata que a ponte de madeira é precária

Divulgação

Fazendeiros de Avaí reclamam que ponte balança e oferece riscos de cair sobre o córrego Água Parada

O estado precário de uma ponte de madeira localizada em estrada de terra em Avaí (39 quilômetros de Bauru) vem gerando prejuízo a produtores rurais da região. Um deles, Francisco Garcia Perez, relata que a estrutura não comporta a passagem de caminhões de grande porte e, por isso, precisa pagar frete mais caro, uma vez que, para chegar até sua propriedade, os fornecedores são obrigados a percorrer caminhos alternativos e mais longos.


O percurso mais rápido seria pela rodovia Marechal Rondon (SP-300), sentido Bauru-Pirajuí. O condutor acessa o trevo do Distrito de Nogueira, mas entra à direita em uma estrada de terra, por onde percorre 14 quilômetros até a fazenda de Francisco. No meio do trajeto, contudo, o desafio é passar sobre a ponte que corta o rio Água Parada.


“É horrível. A ponte balança muito. Um fazendeiro precisou jogar terra por cima da estrutura para o gado atravessar. Ele instalou até o corrimão porque os animais se assustavam com a altura”, criticou.


“Quando precisamos comprar adubo ou calcário, nenhum caminhoneiro se atreve a passar”, acrescenta Francisco, dono de uma propriedade de 300 alqueires, onde mantém plantação de palmeiras nativas e criação de gado.


O agravante para os produtores do local, segundo ele, é ter que pagar mais pelo percurso para obter mercadoria, já que o outro caminho é pelo Aeroporto Moussa Tobias, também por estrada de terra. Neste caso, o motorista precisa andar quase 30 quilômetros a mais.


‘Megaoperação’


Para não ficar no prejuízo, um dos produtores rurais que possui fazenda nas proximidades da ponte precisou fazer uma “megaoperação” para receber a mercadoria de uma transportadora, segundo relatou Francisco.


“Ele usou tratores para levar os produtos até sua propriedade, enquanto o caminhão ficou estacionado do lado oposto da ponte. Foi preciso fazer várias viagens e, durante o trabalho, ninguém conseguia atravessar o local”, contou.


Procurado pela reportagem do JC para comentar o impasse, o prefeito de Avaí, Celso Roberto de Faveri (PTB), disse não ter conhecimento do fato. “Preciso que o fazendeiro me procure para que possamos formalizar o pedido”, disse o chefe do Executivo.


Faveri garantiu ainda que se a ponte pertencer mesmo ao município, irá avaliar a situação e providenciar os consertos. “Vamos tentar solucionar o problema dos produtores”, finalizou o prefeito. 

Comentários

Comentários