Após um belo espetáculo no Congresso Nacional, onde cinco ratinhos conheceram e gostaram do espaço físico, e dos fatores abióticos que condicionam um ecossistema ideal, seguido de oito horas de depoimento à CPI da Petrobras, o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) disse que conhece Alberto Youssef. Chegou até a ir ao escritório dele, mas não o encontrou. Suponho eu que, nesse dia, os dois esqueceram o celular em casa. Quando perguntado para que foi ao escritório de Yussef, ele não se lembra. Se Vaccari tivesse me perguntado, eu teria refrescado sua memória. Dando continuidade ao espetáculo circense, integrantes da CPI quiseram saber se o desmemoriado conhecia Renato Duque.
Ele lembrou e disse que o conheceu em um evento social, acredito eu, que na casa de Jeane Mary Corner, lembram dela? A cafetina da época do mensalão, que recebia o dr. Palocci? Pois é, esses ambientes são pródigos em sedimentar grandes e infinitas amizades e foi exatamente o que aconteceu. Daí para a frente, Vaccari e Duque cultivaram uma grande amizade, que poderia até ser comparada, segundo um famoso jornalista brasileiro, à ocorrida no filme Casablanca entre o capitão Louis Renalt (Claude Rains), o chefe de polícia corrupto do filme Casablanca, e Rick Blaine (Humphrey Bogart), dono do Rick?s Bar. A verdade é que esse crápula já vem de outros carnavais; deixou um rastro de podridão em sua passagem pelo BANCOP e está respondendo a processo. É desse tipo de gente que o PT precisa; veja que, apesar de todas as acusações, João Vaccari Neto continua tesoureiro do partido do governo. Uma falta de vergonha, de moral e de ética que se consolida a cada dia.
Humberto de Luna Freire Filho, médico