Paulo Whitaker/Reuters |
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Índios da tribo Mutum na passarela da SPFW com modelos da grife Cavalera |
Alberto Hiar, diretor-criativo da Cavalera, viajou até o Acre, no meio da Floresta Amazônica, para conhecer um pouco da vida e do universo da tribo Mutum, de etnia Iuanauá.
Nas roupas que a grife apresentou na São Paulo Fashion Week (SPFW), que vai até sexta-feira (17), essa influência se mostra desde em desenhos indígenas - chamados de Kenes -, que foram inteiramente bordados até em transparências que remetem aos mosqueteiros usados pelos índios ao dormir.
A apresentação contou com 20 índios, que viajaram oito horas de barco, sete de carro e cinco de avião para chegar na cidade
OSKLEN E ASHANINKA
A Osklen mudou o foco e abordou um tema mais regional. Com inspiração na tribo Ashaninka, habitante da floresta amazônica, Oskar Metsavaht trouxe às passarelas um desfile inteiro em linho, seda e algodão, pontuado com couro de pirarucu e salmão, matéria-prima brasileira que já vem sendo utilizada pelo estilista há algumas temporadas.
A cartela de cores escolhida deriva das cores da tribo: off-white, vermelho e preto.
TNG EM LAVAGENS
Os shapes da TNG soltos e curtos vieram em seda, algodão, couro de arraia e jeans – que vem como peça essencial qualquer que seja a estação, seja em estampas, lavagens ou simples denim.
Para os homens, a modernidade é dada por novas modelagens das camisas polo e pelos blazers coloridos. Na passarela, Mariana Weickert, Paulo Zulu e Shirley Mallmann.
ELLUS DO ORIENTE
Inspirada no Marrocos, a Ellus trouxe uma coleção baseada em jeans, seda, tapeçaria, renda guipure metalizada, renda com fio de lurex e náilon transparente.
Pontuada com calças molengas e vestidos de seda, com brilho vibrante dos vestidos de lamê e lurex prateado e de renda guipure dourada, a coleção traz na parte mais encorpada bons looks. É o caso das peças em cru com faixas de tapeçaria, acompanhadas de guizos e paetês em prata velha.
