Professores da rede estadual de ensino que aderiram à greve, que alcança nessa quarta-feira (15) seu 33.º dia, prometem paralisar a rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Bauru, na tarde desta quinta-feira (16). O ato, que deve ocorrer no quilômetro 336, próximo ao trevo de acesso à rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), está com concentração marcada para 14h e deve interromper o fluxo nos dois sentidos da Rondon.
A diretora estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Suzi Silva, diz que a entidade espera concentrar até 300 pessoas no local, entre professores de Bauru e de outros 15 municípios.
A iniciativa faz parte de uma ação definida em assembleia geral realizada em São Paulo no dia 2 de abril e já aconteceu em outras cidades, conforme o JC tem divulgado.
A interrupção do fluxo nas rodovias objetiva chamar a atenção da população e pressionar o governo do Estado a abrir negociação com a categoria que, entre outras pautas, pede 75% de aumento salarial, melhores condições de trabalho, menos alunos em sala de aula e mais repasses para as escolas. “A verba foi reduzida. Está faltando até papel higiênico e copinho em algumas unidades”, afirma Suzi.
No mesmo dia do protesto, porém, por volta das 9h, a entidade realizará um protesto em frente à Diretoria Regional de Ensino (DRE). Na ocasião, o fluxo da rua Campos Salles poderá ser prejudicado.
Carreata hoje
Hoje, às 16h, a Apeoesp realizará uma carreata, com um carro de som, que percorrerá algumas escolas estaduais de Bauru para divulgar os motivos dos protestos. Cerca de 33 carros já teriam confirmado participação no ato, segundo a Apeoesp.
A concentração ocorrerá em frente à sede do sindicato, na quadra 9 da rua Gerson França, no Centro. O comboio terminará com a chegada à escola Sueli Aparecida Sé Rosa, na região do Bauru 2000.
Posicionamento
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por meio de nota, rechaçou as alegações da Apeoesp e disse que as solicitações de negociação sempre são atendidas pela pasta e que não compactua com tal movimento.
O Estado também diz que, nos últimos quatro anos, os docentes garantiram um aumento de 45% em seus salários, o último há oito meses. “Além disso, será pago, apenas em 2015 ,R$ 1 bilhão em bônus por mérito”, completa a nota.