Regional

MST ocupa fazenda em Lucianópolis

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Billy Mao/Divulgação

A invasão da fazenda Paraíso em Lucianópolis faz parte da Jornada Nacional de Lutas do MST

Cerca de 300 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de três acampamentos da região, ocuparam na madrugada de anteontem, a Fazenda Paraíso, no município de Lucianópolis (50 quilômetros de Bauru). A propriedade rural pertence a multinacional francesa Louis Dreyfus que produz laranja.


A reintegração de posse foi determinada pela Justiça, no mesmo dia, mas os ocupantes decidiram permanecer no local. Eles pedem uma audiência pública com o Instituto Nacional e Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Ministério Público do Trabalho para que sejam determinadas as áreas possíveis de reforma agrária. “A  reintegração de posse foi uma ação rápida da Justiça. Decidimos ficar até que a data da audiência seja marcada,” informou a direção estadual do MST.  


A ocupação faz parte da jornada nacional de lutas do MST “Abril Vermelho”, explica o integrante da direção estadual do movimento Angelo Diogo Mazin. “Nessa fazenda especificamente, nosso movimento quer denunciar as 45 autuações sobre trabalho escravo e condições degradantes feitas pelo Ministério Público do Trabalho. Segundo a Constituição Federal e o Código Civil, essas áreas devem ser destinadas a reforma agrária.”


Os sem-terra pretendem permanecer na propriedade rural até que a data da audiência seja marcada. “Nosso objetivo é fazer com que o Incra junto com o MPT façam uma vistoria e confeccione uma lista das fazendas onde há trabalho escravo. São inúmeras na região. Tem propriedades autuadas em Duartina, Piratininga, Ubirajara. Vamos ficar por aqui até que a situação se resolva”, promete.

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