Sempre reflito sobre movimentos e manifestações realizadas em nosso País. Em qualquer esfera que seja: estadual, federal ou municipal. Algumas eu considero justas e fundamentadas. Por exemplo: o movimento de greve dos funcionários municipais (suspenso) em nosso município, a meu ver, é justo. Já alguns movimentos e manifestações parecem meio estranhos. Quando a maioria participa e existe uma organização pacífica que preserva o direito do próximo, sem dúvida, trata-se de um movimento ou ação justa. Quanto à greve dos professores do estado de São Paulo, na minha opinião (não sou o dono de verdade nenhuma), parece que está meio "infundada" ou, pelo menos, com pouco apoio da categoria. Por que?
Sou casado com uma professora e sei muito bem dos problemas que afetam a categoria, mas confesso que não se trata de uma profissão tão desprezada como muitos falam. Lógico que poderia ser um pouco mais valorizada e respeitada (principalmente pelos alunos em âmbito escolar). O salário não é tão ruim (tendo em vista uma jornada de meio período). Poderia ser um pouco melhor, é claro! O assunto é extenso e muito complexo para ser colocado em apenas uma "carta" nesta tribuna. A minha dúvida e questão é a seguinte: É certo uma associação ou sindicato apoiar um movimento ou manifestação onde uma minoria é favorável? Atualmente em torno dos 15% dos professores do Estado estão de acordo com essa paralisação e manifestação.
A Apeoesp não deveria ser mais "séria" e considerar a opinião daqueles que não fazem parte ou não concordam com isso tendo em vista tratar-se da maioria? Em proporções, na prática, é como se numa empresa com 100 funcionários apenas 15 não estivessem contentes com seu emprego! Na rede pública de ensino em nosso Estado acontece a mesma coisa. Uma boa parcela dos professores que atuam não têm capacidade ou até mesmo dom para ocupar tais cargos. Isso mancha seriamente a figura da classe como um todo.
Os que não estão contentes, que caiam fora e dêem espaço para aqueles que realmente querem trabalhar e amam sua profissão. Reparem que quando o movimento conta com pequena adesão, uma das "artimanhas" utilizadas para destacá-lo é a anarquia ou privação do direito dos demais cidadãos para que possam ganhar destaque na mídia. Vejam, por exemplo, o MST que, com seus "gatos pingados", interdita ruas ou rodovias, invade prédios e destrói o patrimônio público ou até mesmo privado para ganhar destaque na mídia. Querem com isso colocar sua "causa" na marra! Quem ganha ou quem perde?!
Maurício José Magnan