Polícia

Manifestantes enfrentam polícia

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.

Policiais mantiveram distância do protesto para evitar mais confusão; pouco depois das 23h, o cruzamento da Cruzeiro do Sul com a Jorge Schneyder Filho foi liberado

Moradores do Ferradura Mirim interditaram o cruzamento da avenida Cruzeiro do Sul com a Jorge Schneyder Filho, em Bauru, no final da noite de ontem. Eles atearam fogo em pneus e hostilizaram a Polícia Militar (PM). O motivo do protesto seriam prisões recentes ocorridas no bairro. Houve disparos de rojões e pedras contra os policiais, que revidaram com granadas de gás lacrimogêneo.

 

As informações preliminares eram de que a revolta seria por conta da prisão de um jovem, de 20 anos, ocorrida na tarde da última terça, na rua Nove do Ferradura. Na ocasião, a população já havia, conforme o JC noticiou, atirado pedras contra os policiais militares. Um deles ficou ferido na cabeça e o vidro de uma viatura também foi danificado com um chute.   

 

Os moradores teriam alegado que começaram o protesto de ontem, pois houve violência da polícia na prisão jovem.

 

Entretanto, o capitão Gustavo Cardoso Xavier, comandante da Base Sudeste da PM, disse ao JC, por volta das 23h de ontem, que o motivo da revolta seriam duas prisões de traficantes que “controlariam” o bairro. A entrevista foi encerrada, pois, segundo o capitão, os manifestantes estavam atirando rojões contra eles.

 

Poucos minutos depois, o comandante reestabeleceu o contato afirmando que as partes haviam conversado e a manifestação foi encerrada. Ninguém teria sido preso no protesto ou ficado ferido.

 

O PROTESTO

 

A PM foi para o local do protesto na noite de ontem, ajudando a sinalizar o trânsito e para que os motoristas evitassem passar pelo trecho, já que os moradores fecharam a via e atearam fogo em vários pneus. 

 

Os policiais ainda alertavam que, ao perceber qualquer aproximação, os moradores arremessaram pedras contra as pessoas. A própria PM manteve distância.  

 

Segundo informação do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), bastante agressivos, os moradores chegaram a arremessar uma garrafa contra o carro de uma equipe de reportagem de uma emissora de televisão local. O JC esteve no local e também foi orientado pelo policiamento a não se aproximar da manifestação.

 

Reação da PM

 

Na noite de ontem, o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), determinou medida radical para conter a situação no bairro. Ele afirma que, a partir de agora, o Ferradura Mirim terá policiamento intensivo 24 horas por dia.

 

O comandante acredita que os moradores do local estão sendo manipulados por traficantes para hostilizar a polícia. Assim, a reação seria, a partir de ontem, o policiamento intensivo no bairro.

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