Política

Prefeitura e Estado querem "novo" CSU

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Local que já recebeu diversas atividades sociais e esportivas, o Centro Social Urbano (CSU) pode voltar a ter grande fluxo de frequentadores. O terreno do espaço, no Jardim Gerson França (região da Grande  Bela Vista), é ocupado no momento por projeto social vinculado à Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), mas ainda tem parte de sua área subutilizada.

 

Enquanto a parte próxima à rua Rui Barbosa, onde fica a entrada do imóvel, as salas estão ocupadas, atendendo cerca de 100 crianças de segunda a sexta-feira, a quadra, o campo de futebol e a piscina revelam situação de desuso – a piscina, pelo menos, ainda recebe alguma manutenção e não chegou a se transformar em criadouro do mosquito da dengue.

 

A titular da Sebes, Darlene Tendolo, revela que até o segundo semestre a piscina deve voltar a ser usada. “Estamos fechando uma parceria que vai devolver a piscina. Será uma parceria com a iniciativa privada, que está em fase final de elaboração, e, se tudo der certo, em 90 dias a piscina estará pronta para o uso diário de até 2.500 crianças e adolescentes, de forma totalmente gratuita e organizada, justamente através deste projeto”, comenta. “Só não podemos divulgar ainda outros detalhes justamente para não atrapalhar a concretização do acordo”, acrescenta. Inicialmente, a intenção é atender crianças de 10 a 17 anos de diversos bairros da região noroeste de Bauru, como Bela Vista, São Manuel, Vila Lemos, Jaraguá, Santa Edwirges, Fortunato Rocha Lima, Nove de Julho, Parque União, Rosa Branca, Gerson França, Vânia Maria, entre outros.

 

Entre os reparos que precisam ser feitos estão a troca do ralo, a reforma da ‘casa de máquinas’ e a instalação de um sistema de aquecimento. Quanto ao campo de futebol e a quadra de esportes, a Sebes e a Semel terão de trabalhar conjuntamente para recuperar os dois espaços até o fim do ano.

 

Projetos

 

No momento, 100 crianças são atendidas no contraturno escolar, pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento para Crianças e Adolescentes. A atividades são desenvolvidas em parceria pela Sebes e a Ação Comunitária Parque Jaraguá (Acop), contratada através de chamamento público, com vínculo desde janeiro, até dezembro deste ano, recebendo R$ 16.730,00 mensais do município.

 

A assistente social Roberta Venâncio, coordenadora do Serviço, explica como funcionam as atividades. “Trabalhamos com crianças e adolescentes, no período oposto ao da escola, atendendo 39 bairros que tem como referência o Cras do Núcleo Nove de Julho. As 100 crianças e adolescentes participam diariamente de aulas de flauta, handebol, judô e atletismo”, frisa.

 

Até o segundo semestre, a prefeitura ainda promete revitalizar a horta do CSU, com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Sagra) passando uma ‘bobcat’ para limpar a área e posteriormente auxiliando no suporte técnico, e também instalar aparelhos de academia ao ar livre, cedidos pelo Estado e que já estão no CSU. A previsão é que ambos estejam prontos em dois meses. Em uma sala perto da entrada principal, uma sala abriga o Clube da Viola. “A intenção é justamente essa, fazer com que haja integração entre as diversas faixas etárias”, pontua Darlene Tendolo. As salas e a parte externa do prédio receberam pintura recentemente. O campo de futebol e as calçadas ainda são alvos de reclamação dos moradores, pela quantidade de lixo espalhada, sobretudo nas ruas Vitória e Darwin Jesus Bordin.

 

No caso das calçadas, a Sebes quer acionar a Secretaria de Obras para que haja a recuperação do piso. Para o campo de futebol, não há previsão de quando a grama será replantada, mas o muro deve ser refeito no segundo semestre. A Secretaria de Meio Ambiente (Semma) deve ajudar na manutenção das áreas verdes do CSU. Uma praça em frente, na esquina das ruas Rui Barbosa e Darwin Jesus Bordin também sofre com o mato alto, impossibilitando que crianças façam uso de brinquedos instalados no local.

 

Apoio

 

O terreno onde está instalado o CSU pertence à prefeitura e o prédio foi construído pelo Estado, inaugurado há quase 35 anos, em 1 de maio de 1980, por Paulo Maluf e Osvaldo Sbeghen, respectivamente governador de São Paulo e prefeito de Bauru à época. Desde então, a gestão sempre foi compartilhada entre o município e o governo estadual.

 

Em sua primeira visita a Bauru desde que assumiu a Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude, o titular da pasta, Jean Madeira, afirmou que pretende auxiliar na plena reativação do espaço. “A prefeitura e o Estado precisam andar de mãos juntas, e estamos dispostos a saber quais são as prioridades do município. Até porque temos um compromisso de levar o esporte como responsabilidade social também”, afirmou.

 

VidAtiva

 

O secretário estadual de Esporte, Jean Madeira, passou por Bauru nesta semana para a cerimônia de ampliação do cartão ‘VidAtiva’, na qual pessoas com mais de 60 anos podem receber um cartão pré-pago com R$ 57,00 de crédito para usar em academias conveniadas. Agora são mais 150 vagas para a cidade, somando-se a outras 300 já existentes.

 

No início do projeto, há cerca de dois anos, houve reclamações de idosos que tiveram problemas com as academias. “Isso já está sanado. É importante ainda salientar que há uma fila de espera, e por isso quem está no programa precisa cumprir os requisitos, entre eles comparecer três vezes por semana na academia”, ressalta Madeira.

 

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