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Agência Brasil |
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Sobe para 1.196 o número de mortes em decorrência do terremoto de magnitude 7,8 graus na escala Richter, ocorrido neste sábado (25) |
Sobe para 1.196 o número de mortes em decorrência do terremoto de magnitude 7,8 graus na escala Richter, ocorrido neste sábado (25), por volta das 12h (horário local) no Nepal. Até o momento, não há registro de brasileiros feridos ou entre as vítimas, segundo o Ministério de Relações Exteriores. Informação inicial falava em magnitude de 7,9 graus, depois corrigida.
Ao todo, o governo nepalês totalizou 1.170 mortos, e há 26 vítimas em região fronteiriça da Índia. Capital e principal cidade do Nepal, Katmandu foi a área mais afetada pelo forte tremor de terra. As equipes de busca começarão a ter mais dificuldade para localizar mortos ou feridos com o início da noite no país asiático, localizado na região do Himalaia.
De acordo com o Itamaraty, representantes da Embaixada brasileira em Katmandu estão percorrendo hotéis para verificar se todos os brasileiros no país estão bem. O ministério informou que alguns brasileiros entraram em contato com a embaixada ou o plantão consular para informar que não foram prejudicados pelo abalo sísmico.
O terremoto de hoje é o maior a atingir o pequeno país do Himalaia, desde 1934. As autoridades locais informaram que há registro de mortes em todas as regiões do país. Uma avalanche provocada pelo terremoto causou a morte de dez esportistas em um campo na base do monte Everest, de acordo com informações do governo nepalês.
Em nota, o governo brasileiro lamentou as mortes provocadas pelo terremoto e informou que a Embaixada do Brasil em Katmandu está mobilizada para prestar o apoio necessário aos cidadãos brasileiros que se encontram no país. O comunicado ressalta que "os brasileiros já localizados pela embaixada não sofreram ferimentos e estão recebendo toda a assistência cabível. O governo brasileiro expressa condolências e solidariedade aos familiares das vítimas, ao povo e ao governo do Nepal".
O terremoto que atingiu o Nepal teve magnitude de 7,9 graus na Escala Richter, teve como epicentro uma região cerca de 50 quilômetros a noroeste de Katmandu. Ele foi seguido por um grande tremor de 6,6 graus e outros tremores menores. O forte terremoto atingiu também cidades como Nova Délhi, na Índia e Daca, em Bangladesh. Este seria o maior terremoto no Nepal desde 1934.
'Fui o último a sair e loja quase me engoliu', diz turista brasileiro no Nepal
"Fui o último a sair; a loja quase me engoliu", relatou o jornalista Gustavo Junqueira, de Ribeirão Preto (SP) à mulher, Sonia Maggioto, nas poucas mensagens que trocaram pelo aplicativo WhatsApp sobre o terremoto deste sábado (25) no Nepal. Junqueira estava com um grupo de cinco brasileiros em turismo em Swayambhunath, o Templo do Macaco, um dos mais famosos pontos turísticos de Katmandu, quando ocorreu o abalo sísmico, cerca de 11 horas no horário local.
"Na conversa curta que tive com o Gustavo, hoje (sábado, 25) pela manhã, ele relatou que estava bem assustado e que foi o último a sair de uma loja no Templo do Macaco, onde estava junto com os brasileiros. Felizmente todos estão bem", disse. "Eu fui o último a sair; quase a loja me engoliu, foi literalmente o que ele me relatou", completou Sonia.
Segundo ela, Junqueira chegou a Katmandu na noite de ontem (24), após cerca de dez dias no acampamento base do monte Everest - ele é praticante de alpinismo. Em conversa com a Agência Estado antes da viagem, Junqueira, que é ainda triatleta, relatou que não iria escalar o monte e queria apenas conhecê-lo, em um preparativo para outra escalada futura.
Os planos de ficar na cidade nepalesa nos próximos dias foram interrompidos pelo terremoto e, segundo Sonia, o marido sequer conseguiu retornar no hotel onde está hospedado, já que parte desabou e o local estava interditado. Ainda segundo Sonia, no breve contato Junqueira informou que o grupo dele estava na rua e aguardava o socorro de diplomatas brasileiros em Katmandu, por intermédio de um outro brasileiro que já tinha retornado ao País.
"Eles seriam levados ao consulado do Brasil ou a algum outro lugar, pois parece que a embaixada também tinha sofrido algum dano", afirmou. Quando deixar o País, o jornalista deve seguir para Londres, onde mora uma irmã. "Como a comunicação é precária pedi a ele que só voltasse a entrar em contato quando tivesse alguma novidade", concluiu Sonia.
