Éder Azevedo |
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Aproximadamente 120 manifestantes fizeram um ato na tarde deste domingo (26), na Avenida Nações Unidas em defesa dos animais |
Deixar as penas mais duras para quem comete crimes contra os animais foi o tema de uma passeata realizada ontem à tarde, na avenida Nações Unidas. O ato começou por volta das 14h30, no Parque Vitória Régia, com a caminhada seguindo até as imediações da praça da Paz e voltando ao ponto de concentração, com o apoio da Emdurb para interromper o trânsito. Cerca de 120 pessoas participaram da passeata, segundo os organizadores.
Durante todo o percurso, um carro de som foi usado, e o grito puxado era “eu quero justiça, não aguento mais, tem que ir pra cadeia quem maltrata os animais”. Faixas pedindo penas mais rígidas e camisetas em defesa da causa animal foram utilizadas por boa parte dos manifestantes. Poucos animais foram vistos, uma vez que a organização sugeriu que as pessoas não levassem os bichos de estimação por conta do forte calor do horário e da extensão do percurso da caminhada.
A ativista Leandra Marquezini comentou os objetivos do protesto, que ocorreu em diversas cidades do País simultaneamente. “A punição hoje é muito branda, vai de três meses a um ano e a pessoa na maioria das vezes não cumpre a pena na prisão, mas sim em outros tipos de serviço. É necessário que esta pena aumente para oito a dez anos de reclusão, para realmente punir os agressores”, afirma.
Outro ponto destacado são as condições de bem-estar animal. “Somos contra a eutanásia em casos de leishmaniose, porque a doença tem sim tratamento. Lutamos ainda para que a cidade tenha um abrigo para animais, e também uma ampla campanha de castração e chipagem dos pets. Essas duas últimas já estão em início de implantação, e serão importantes no sentido de ajudar na consciência da posse responsável”, destaca.
Crimes
O delegado de polícia Dinair José da Silva foi ao ato e usou o microfone para defender rigor a quem comete crimes contra animais. Neste ano, Bauru já registrou casos de agressão e até morte de bichos de estimação que geraram comoção.
Responsável pelo setor de crimes de meio ambiente da Central de Polícia Judiciária (CPJ), Dinair diz que entre 70 e 80 denúncias são registradas ao mês na cidade, de diferentes graus de gravidade. “Todas são investigadas”, cita. O delegado mostrou uma pesquisa que aponta um forte vínculo entre a morte de animais e os ‘serial killers’, como são chamados os assassinos em série.
“Uma pesquisa do FBI (de 2010) aponta que 80% dos serial killers começaram matando animais. Isso é muito grave e revela que crimes contra os animais não podem ser encarados como algo isolado, mas sim uma situação que vai gerar problemas ainda mais graves para a sociedade futuramente”, argumenta.
O ato teve o apoio da ONG Naturae Vitae e de protetores independentes de animais. Moradores de Arealva envolvidos na causa animal também vieram a Bauru para a manifestação.