Quioshi Goto |
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Quando a reforma estiver concluída, inicialmente a Secretaria de Cultura ocupará algumas salas |
A redução drástica do gasto da Prefeitura de Bauru com aluguéis de imóveis só vai ocorrer quando um grande centro administrativo for construído. Pelo menos esta é a visão do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), que não enxerga na reforma da Estação Ferroviária a solução do problema. “Ali cabem no máximo duas secretarias. Originalmente, o que entraria na Estação são os setores administrativos da Saúde e Educação, algo que ainda pretendemos levar para lá até o fim do meu mandato”, afirma.
Apontada por muitos, inclusive por parte da Câmara Municipal, como grande saída para reduzir o gasto com locação de imóveis, a Estação tem limitações físicas. Uma reforma completa custaria pelo menos R$ 5 milhões, e diante da falta de recursos, a prefeitura vem reformando o local aos poucos. Desde o ano passado, foram gastos cerca de R$ 80 mil no prédio.
Inicialmente, a Secretaria de Cultura deve ocupar algumas salas quando a ‘minirreforma’ for concluída. O arquivo da Secretaria de Saúde também pode ir para a Estação neste primeiro momento, até 2016. “Mas o fato é que a Estação não vai reduzir significativamente as despesas com aluguel. O que eu entendo é que no futuro Bauru precisará de um grande centro administrativo, aglutinando as 14 secretarias e o gabinete do prefeito”, reforça Rodrigo. Hoje, o município gasta R$ 280.236,77 com a locação de imóveis, o que representa R$ 3.360.000,00 ao ano.
Médio prazo
Concentrar toda a administração direta em um único local não será tarefa das mais simples. Rodrigo Agostinho já adianta que não mexerá neste assunto até o fim de seu mandato, em dezembro de 2016. “Não dá para fazer isso. Temos outras demandas básicas, como o asfalto. Fizemos a pavimentação de muitas ruas, mas tem muitos bairros sem asfalto ainda. Saúde e educação também ainda demandam investimentos”, reitera o chefe do Executivo.
Porém, Rodrigo Agostinho considera que o assunto terá de ser discutido pelo seu sucessor. “Vai chegar um momento em que a cidade precisará discutir isso e levar toda a parte administrativa para um único lugar. Não sei onde seria, se na Nações Norte, na região Sul, no Centro. O fato é que vai ter que concentrar tudo em um só lugar, inclusive o que está hoje no Palácio das Cerejeiras, que aí pode se transformar em um museu, um arquivo, pinacoteca, enfim, um espaço de lazer. A própria Estação no futuro vai ter este perfil”, acredita o prefeito.
“Hoje a estrutura da prefeitura já é bastante pesada, são mais de 6 mil servidores apenas na administração direta e 8 mil se contarmos a indireta. Centralizar o setor administrativo será necessidade no futuro. Hoje há várias pastas em prédios próprios, outras em imóveis alugados, mas tudo espalhado pela cidade”, menciona.
No momento, não apenas a estrutura administrativa está em imóveis que não são do município. A Saúde, por exemplo, gasta mais de R$ 109 mil por mês com aluguel, boa parte por conta de unidades de saúde, entre elas o Ambulatório de Odontologia, o Centro de Prevenção ao Câncer e o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Capsi). Na Educação, algumas unidades escolares ainda estão em imóveis locados, ou pelo menos temporariamente nesta situação, quando há reforma de estruturas próprias do município.
Onde estão
Atualmente, o Palácio das Cerejeiras abriga o Gabinete do prefeito e as secretarias de Administração, Negócios Jurídicos, Finanças, Administrações Regionais (Sear) e Desenvolvimento Econômico. Esta última está prestes a mudar para um imóvel alugado no Altos da Cidade.
Outras três pastas estão juntas em um prédio próprio da prefeitura na avenida Nuno de Assis: Obras, Planejamento (Seplan) e Agricultura (Sagra). A Cultura também tem a parte administrativa em prédio próprio, dentro do Centro Cultural, na quadra 8 da avenida Nações Unidas (junto ao Teatro Municipal).
A Secretaria de Esportes e Lazer (Semel) tem sua parte administrativa no Ginásio Panela de Pressão, locado pelo município, porém pendências jurídicas podem fazer com que a pasta saia da Panela e vá para um imóvel no Altos da Cidade.
Saúde e Educação também estão em imóveis alugados. A Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) e a Secretaria de Meio Ambiente (Semma) estão em imóveis próximos ao viaduto Falcão/Bela Vista - a Semma pretende mudar-se para o Horto Florestal, caso a proposta de cogestão com o Estado dê certo. Na administração indireta, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) fica em prédio próprio, bem como a Cohab e a Emdurb, esta última no Terminal Rodoviário.
