Douglas Reis |
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Mieko Matsui e sua mãe Massae Nishio |
Bastante conhecida do público bauruense, a tradicional festa do Undokai chegou ontem à sua 64ª edição. Segundo a organização, mais de 2.500 pessoas passaram pelo Recanto Tenri (região do Jardim Ouro Verde) ao longo de todo o dia. Foram 35 gincanas, alternadas com apresentações de danças folclóricas japonesas e grupo de taikô.
A praça de alimentação foi outro atrativo que levou centenas de famílias inteiras a passar um domingo inseridos na cultura nipônica. O autônomo Paulinho Hashimoto, de 52 anos, estava acompanhado de pelo menos 15 familiares na sombra de uma das árvores do Recanto Tenri.
“A gente vem sempre, e dá para vir a família toda. Faltou só os gatos e os cachorros”, brinca o membro da família Hashimoto. “Vem tios, primos, as crianças se divertem bastante com as gincanas e os adultos também. A prova da centopeia é certamente a que o pessoal mais gosta”, comenta.
Quem estava aproveitando a sombra do começo de tarde em outra árvore próxima era Mieko Matsui e a mãe Massae Nishio. “As crianças nem param aqui, ficam o tempo todo nas gincanas. A gente veio outras vezes e sempre que podemos, retornamos”, diz Mieko.
Integração
As famílias ‘brasileiras’ também marcaram presença no Undokai. O repositor Adriano Santos, 28, e a sua companheira, a copeira Luciana Rosa, de 32 anos, estavam com o filho Richard e os sobrinhos na festa. “A gente já veio em outros anos, de quando era no Recinto (Mello Moraes) ainda. Aqui o espaço também é bom e dá para passar um domingo diferente, as crianças aproveitam bastante e a gente também”, cita Luciana.
O evento é organizado pelo Clube Cultural Nipo Brasileiro de Bauru, com o auxílio de outros apoiadores e patrocinadores. O presidente do Nipo, Mutsumi Ianaba, destaca a variedade de atividades desenvolvidas no Undokai. “São 35 gincanas, e uma média de público que vai de 2 mil a 3 mil pessoas, em um evento anual. Nas gincanas, o revezamento é sempre bem procurado, e outras são voltadas às crianças. Todos participam, e principalmente os mais novos se divertem e já saem da prova e buscam o presente, que é uma lembrança, que pode ser um caderno, uma agenda”, destaca o dirigente do Nipo. “E o principal é fazer esta integração, entre os descendentes de orientais e os não-descentes. É uma festa aberta a todos, e queremos que cada vez mais pessoas participem”, afirma Ianaba.
Quem passou pelo Recanto Tenri aproveitou gincanas como caça ao animal, corrida de coelho, corrida de quatro pés, gato-cego, revezamento ‘encher-garrafa’, centopeia, prova do limão, corrida do doce, pesca da garrafa, cabo de guerra, bola ao cesto, corrida de cem metros, operação aritimética, revezamento de pneus, corrida do caranguejo e revezamento livre. Cada uma é voltada a um público diferente.
