Polícia

Trabalhador salva idoso de roubo e apanha de ladrões

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Oque você faria caso se deparasse com quatro jovens assaltando um idoso? Acionar a polícia seria uma alternativa, mas um garçom que presenciou a cena decidiu intervir e acabou sendo roubado e agredido pelos ladrões. Um deles – adolescente de 15 anos – foi detido e apreendido. O caso ocorreu na quadra 18 da avenida Rodrigues Alves.

 

O garçom, que pediu para que sua identidade fosse preservada por questões de segurança, conta que, fora do horário de trabalho, caminhava pelo local por volta das 21h de anteontem, mais precisamente pela calçada do Cemitério da Saudade, quando viu a ação dos criminosos.

 

“O senhor veio falando que tinha sido roubado. Eles já haviam tomado os pertences dele. Daí eu fui tentar ajudar, pedi para que eles devolvessem os objetos do idoso. Foi nisso que as coisas complicaram para o meu lado”, afirma.

 

Diante da intervenção, os assaltantes partiram para cima do garçom e o agrediram. Ele relata que recebeu chutes nas pernas e socos por todo o corpo, inclusive na cabeça, e, só não se feriu de forma mais grave, graças à chegada de uma viatura da Polícia Militar (PM) no momento do conflito.

 

No momento em que chegaram os policiais, o garçom e o adolescente que fora apreendido ao final da ocorrência estavam em luta corporal. 

 

Os outros três envolvidos no assalto estavam ao redor e conseguiram fugir pela Rodrigues Alves, no sentido do Horto Florestal. Um deles – descrito como gordo e de cor parda – estava de bicicleta e conseguiu levar o aparelho celular do garçom.

 

Ao deterem o adolescente infrator e a vítima, os policiais militares imaginaram, em princípio, tratar-se de uma briga entre ambos. O trabalhador, contudo, esclareceu os fatos e foi qualificado como vítima no boletim de ocorrência (BO) registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ).

 

O idoso, por sua vez, foi embora do local do crime antes da chegada da PM. Já o adolescente foi apreendido por ato infracional correspondente a roubo e seria apresentado à Vara da Infância e da Juventude. 

 

RECÉM-CHEGADO

 

Divorciado e sem filhos, o garçom de 31 anos é natural de Santa Cruz do Rio Pardo, mas vivia em Botucatu. Na semana passada, mudou para o bairro Higienópolis, em Bauru, para trabalhar.

 

Na tarde de ontem, a vítima conversou com exclusividade com o JC e admitiu que, com a cabeça fria, se arrependeu do ato de heroísmo. “Só depois eu pensei no risco que corri. Primeiro achei que não estivessem armado, mas acredito que um deles tinha uma faca. A gente não pode reagir”.

 

Apesar disso, o garçom afirmou que sua atitude foi movida pelo sentimento de indignação diante de tamanha covardia do grupo assaltante. “Na hora, é difícil aceitar uma coisa dessa”. 

 

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