Tribuna do Leitor

Carta aberta aos professores


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Prezado(a) Professor(a).
Queremos conversar especialmente com você, colega professor(a) que ainda não aderiu à greve da nossa categoria ou que voltou ao trabalho.
Somos hoje uma média de 60% de professores em greve na rede estadual de ensino. O Governo Estadual tenta manter as escolas em aparente normalidade, mas todos sabemos que não está se desenvolvendo com qualidade social o processo ensino-aprendizagem nas escolas estaduais. Sabemos das dificuldades e das consequências de uma greve na educação. Não fazemos greve por nossa escolha, mas por terem se esgotado as possibilidades de uma real negociação com o Governo Estadual, apesar de nossos esforços durante todo o segundo semestre do ano passado e início deste. Temos compromisso com nossos alunos e reporemos as aulas, mediante negociação com a Secretaria da Educação.
Nós queremos um plano de composição salarial para um aumento de 75,33% necessário para a equiparação salarial com os demais profissionais com formação de nível superior, como determina a meta 17 do Plano Nacional de Educação. Nunca dissemos que seria de uma só vez. Cabe ao Governo Estadual apresentar uma proposta, pois o PNE é lei e tem que ser cumprida até 2020. Além do secretário da Educação não apresentar nada para a nossa categoria (além da proposta de "reajuste zero"); manipular números para fazer crer que tivemos um reajuste de 45% em 4 anos, quando na verdade tivemos apenas 29,9% descontadas as gratificações; e divulgar pelos meios de comunicação os reajustes da promoção por mérito e da evolução na carreira como se fossem para todos, o governo tomou medidas que se revelaram catastróficas para a qualidade do ensino.
O fechamento de pelo menos 3.390 classes, a superlotação das salas de aula, corte de verbas, falta de manutenção dos prédios escolares e outras medidas dificultam ao extremo o trabalho docente, geram desemprego entre os professores temporários e prejudicam professores efetivos e estáveis. Todos nós somos atingidos por essas medidas.
Professor, professora! Pedimos nesse momento que você olhe a sua própria situação como integrante do Quadro do Magistério da rede estadual de ensino e para a situação de toda a nossa categoria e da escola pública estadual. Juntos, unidos, mobilizados, podemos mudar muita coisa. A hora é agora! Venha conosco. Paralise suas atividades e vamos fazer história na rede estadual de ensino de São Paulo.

Maria Izabel Azevedo Noronha ?

Presidente da Apeoesp ? Subsede Bauru

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