Os servidores municipais de Jaú (47 quilômetros de Bauru) encerram a greve ontem, após três dias de paralisação. A categoria aceitou contraproposta da prefeitura de 7% de reajuste salarial e aumento de R$ 60,00 no ticket-alimentação, o que representa 13% de acréscimo. A reivindicação inicial dos grevistas, entretanto, era de 6,41% referentes à inflação, mais 4% de valor real no salário, além de R$ 100,00 no vale-alimentação.
A nova oferta do prefeito Rafael Agostini (PT) foi feita durante uma assembleia realizada na tarde de ontem. A última exigência dos funcionários foi um aumento salarial de 7,68%, com base no reajuste concedido aos vereadores e que será votado em sessão na Câmara nos próximos dias.
A presidente do Sindicato dos Funcionários da Prefeitura, Autarquias e Empresas Municipais de Jaú (Sinfunpaem), Eliana Aparecida Contarini, explica que a categoria aceitou a proposta em razão da compensação no vale-alimentação. “Foi garantido, ainda, que não seria descontado nada dos servidores que aderiram à greve”, acrescentou Eliana.
De acordo com a sindicalista, a prefeitura irá manter o 13º vale e efetuará os valores retroativos, referentes aos meses de março e abril, no próximo dia 15 de maio.
Durante os três dias de paralisação em Jaú, um dos setores mais afetados foi o da coleta de lixo, que atuou com apenas 40% do efetivo nas ruas. Já no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e unidades de Saúde, bem como as que ficam no distrito de Potunduva, foram mantidos 100% dos servidores trabalhando.
“O Pronto-Socorro do Hospital São Judas Tadeu, a pedido do sindicato e da comissão de greve, também permaneceu com 100% do efetivo”, pontuou Eliana. “Nesta sexta-feira, quem trabalha por escala, apesar de ser feriado, já retoma normalmente as atividades”, acrescentou a sindicalista.
No início da greve, conforme o JC noticiou, a Prefeitura de Jaú declarou que não seria possível aumentar o valor da terceira contraproposta oferecida aos servidores, de 6,41%. Questionado ontem sobre a nova oferta, o secretário de Governo Carlos Augusto Peres explicou que, para chegar ao aumento de 7%, o município optou por um corte de investimento. “Fizemos um estudo no orçamento e detectamos onde seria menos prejudicial fazer esse corte”, pontuou Peres.