Alex Mita |
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Em meio aos policiais, Chicão da CUT, Aloísio Nunes (Construção Civil) e Jesus Garcia (Urbanitários) |
Na véspera do Dia do Trabalho, terminou em tumulto o que era para ser a assembleia de fundação do Sindicato do Urbanitários, ontem, em Bauru. Cerca de 70 pessoas manifestaram do lado de fora do prédio do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Paulista, na quadra 7 da rua Antônio Alves - local cedido para o pleito -, contra a criação da nova entidade.
Ao JC, alguns manifestantes relataram ter sido atingidos com gás de pimenta e máquinas de choque por parte da equipe de segurança que prestava serviço de segurança em prol ao pleito dos urbanitários. A entidade, contudo, negou o fato. Conforme a reportagem apurou, contudo, não houve registro de feridos.
O tumulto teve início por volta das 17h e só terminou cerca de duas horas depois, após a intervenção da Polícia Militar (PM), que permaneceu em peso no local e intermediou a conversa entre os manifestantes e sindicato.
Dois boletins de ocorrência também seriam registrados pelo Sindicato dos Urbanitários na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Um deles por danos a um portão que foi derrubado, e o outro, por preservação de direitos.
Durante o protesto, o trânsito no local ficou lento por conta da ocupação da rua.
Sindicalistas
A confusão ocorreu porque parte dos sindicalistas não quer a fundação da nova entidade. São eles lideranças sindicais ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que ajudaram na interrupção da assembleia.
“Os trabalhadores reivindicam que a assembleia ocorreu de portas fechadas. É um sindicato que está surgindo para representar categorias que já são representadas, não tem sentido. Os trabalhadores não querem e desejam o cancelamento desta assembleia”, criticou Francisco Wagner Monteiro (Chicão), o coordenador da CUT em Bauru.
A nova entidade deve ser presidida por Jesus Garcia, ex-presidente do Sindicato dos Eletricitários e representará trabalhadores do DAE, Emdurb, Eletricitários e parte dos servidores municipais.
“A manifestação não impediu a fundação. O estatuto foi aprovado e a diretoria também. Só faltou o valor da mensalidade”, ressaltou o advogado dos novo Sindicato dos Urbanitários, Hudson Chaves.
Integravam o grupo de manifestantes presentes no local trabalhadores ligados aos sindicatos da Construção Civil, Eletricitários, Gás Canalizado e servidores municipais
Negativa
Hudson Chaves também negou qualquer ação truculenta por parte dos seguranças da assembleia.
“Não teve gás nenhum e nem máquina de choque e, se teve, foi por parte dos manifestantes, que, inclusive derrubaram o portão”, reforçou o advogado.
A reportagem tentou conversar com o representante dos seguranças presente no local, mas ele se negou a falar com o JC. “Esses sindicatos estão assim porque perderam parte de suas bases com o surgimento desta nova entidade. Mas os urbanitários formam uma categoria e estavam alocados de forma errada em outros sindicatos”, finalizou Hudson.
