Em aberto
O Dia do Trabalho, celebrado ontem, marcou também o início da contagem regressiva de sete dias até a retomada das negociações entre o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) e a Prefeitura de Bauru, que, em 2015, não concedeu a correção da inflação para o funcionalismo, limitando as ofertas na data-base da categoria a abonos não incorporáveis de até R$ 85,00 mensais, além de melhorias em benefícios.
Condição
A nova rodada de diálogo junto ao poder público, a partir de 8 de maio, foi imposta pelo Sinserm para suspender a greve que durou uma semana, em março. O prefeito Rodrigo Agostinho, à época, pediu o prazo para que, ao final do primeiro quadrimestre, a administração pudesse reavaliar a situação do caixa municipal, prejudicado pela queda na arrecadação de tributos.
Fechado
O quadrimestre em questão se encerrou na última quinta-feira e, nos primeiros dias da próxima semana, a Secretaria de Finanças deve fechar o balanço das contas referentes ao período de janeiro a abril. Vale lembrar que, além de não oferecer a reposição inflacionária aos servidores, o prefeito determinou, via decreto, que todas as secretarias de governo reduzam despesas com horas extras, viagens, combustível e até energia elétrica.
Fusão
Arnaldo Ribeiro, presidente do PPS, Moisés Rossi, vereador pela sigla, e Paulo Eduardo de Souza, parlamentar e dirigente do PSB em Bauru, vão se reunir hoje para discutir as tratativas locais para a ? já considerada inevitável ? fusão das duas legendas. Os grupos convivem bem em âmbito local. Por esse motivo, a expectativa é de que não haja dificuldades para a definição do presidente do "novo" partido, bem como a do líder de sua bancada na Câmara Municipal.
Esquerda
Após a fusão, a sigla deve se chamar Partido Socialista (PS), mas manter o número 40, atual legenda do PSB. Entusiastas alegam que a agremiação representará a ideologia da "esquerda democrática". No plano nacional, o partido deve reunir figuras como Roberto Freire (PPS), Luiza Erundina (PSB), Marina Silva (ainda no PSB) e Marta Suplicy (que deve se filiar ao PSB nas próximas semanas).
Tudo igual
O processo ? que ainda precisa ser formalizado ? não deve, porém, causar grandes alvoroços nos bastidores da política de Bauru. Diferentemente do que ocorre quando um partido totalmente novo é criado, políticos correm o risco de perder seus mandatos parlamentares caso se filiem a siglas resultantes de fusões. Se a regra fosse a mesma, contudo, o cenário poderia ser diferente. Sabe-se, por exemplo, que Telma Gobbi (PMDB) e Sandro Bussola (PT) são vereadores insatisfeitos com suas atuais legendas.
Omissão
Alguns membros do PT de Bauru estão inconformados pelo fato de a presidente Dilma Rousseff não ter discursado em rede nacional do Dia do Trabalho. Segundo esses militantes, não é se recolhendo e se omitindo que a chefe da República conseguirá recuperar a confiança e a aprovação da população brasileira. Diferentemente dos anos anteriores, Dilma gravou alguns vídeos apenas para a internet.