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Paschoalotto/Bauru bate o Franca e está na semifinal do NBB 7

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Aceituno Jr.

Cestinha do jogo, o pivô Rafael Hettsheimeir vibra com um dos seus 24 pontos anotados ontem

Falar em equilíbrio em série melhor de cinco definida no quinto duelo é redundante. Mas o clássico decisivo entre Paschoalotto/Bauru e Franca pelas quartas de final do NBB7 foi o retrato do playoff entre os times. Muita disputa e intensidade, além de tensão até os instantes finais. Prevaleceu o time de melhor campanha na competição, que evitou eliminação precoce, e avançou às semifinais para encarar Mogi. O primeiro jogo contra os mogianos é neste domingo, novamente no Panela, às 13h.


O Paschoalotto saiu atrás - Lucas Mariano fez os dois primeiros pontos por Franca -, mas reagiu imediatamente com duas cestas de Alex, uma delas de três pontos, e outra de Ricardo Fischer, fazendo 7 a 2. O quarto seguiu parelho e os visitantes contaram com uma ajuda inesperada: Robert Day subiu para dar a “raspada” no aro e acabou colocando a bola para dentro e virando o placar para os francanos. Bauru chegou a empatar em 14 pontos, mas terminou os primeiros dez minutos quatro pontos atrás, 21 a 17.


Franca entrou melhor no segundo quarto e abriu nove pontos de frente, 28 a 19, forçando o técnico do Paschoalotto, Guerrinha, a pedir tempo. O time se ajustou na defesa e começou uma escalada fulminante. Em arrancada de 12 a 3, chegou ao empate em 31 pontos. Foi a vez de Lula Ferreira parar o jogo. Na volta, Ricardo Fischer, cobrando lances livres, sacramentou a virada. A parcial seguiu equilibradíssima e os times chegaram a estar empatados, mas Bauru ratificou a reação e foi para o intervalo ganhando por dois pontos, 38 a 36.


No retorno dos times à quadra, o ala Alex Garcia, que já estava com três faltas, foi preservado no banco por Guerrinha. Em compensação, o pivô Rafael Hettsheimeir voltou inspirado. Dominante, puxou a pontuação do Paschoalotto nos primeiros instantes.

Além disso, a equipe impôs uma marcação muito eficiente, tirando os espaços do Franca. O resultado foi abrir dez pontos (50 a 40). Porém, quando parecia que manteria o ritmo ideal para evitar sustos, o Bauru oscilou. Erros no ataque permitiram nova aproximação francana, que diminuiu a diferença para quatro pontos. Foi o momento de retorno de Alex para quadra. E o efeito foi imediato. A defesa se personalizou e a transição ocorreu. Com o seu jogo fluindo, o Pascholotto terminou a etapa ganhando por 61 e 52.


“Dois intervalos”


Bauru sofreu com a oscilação novamente no início do quarto final. Franca se aproveitou da instabilidade do time em quadra e, com bom desempenho do ala Mata, cortou a diferença para três pontos, 63 a 60, mantendo a tensão do desfecho. Logo após, ocorreu problema no placar eletrônico do Panela, que definiu paralisação da partida. A demora para corrigir a falha fez os times serem obrigados a partir para aquecimento para não perder o ritmo. O reinício mostrou que o “segundo intervalo” foi melhor para o Paschoalotto, que deslanchou para mais uma vez na noite chegar a nove pontos de vantagem.


Mas o drama não teria um final tão tranquilo. Restando 58 segundos, o roteiro se repetia e três pontos separavam as equipes. À frente, Bauru atacou com Larry que forçou infiltração e não conseguiu a cesta. Franca partiu para o contra-ataque e Lucas Mariano tentou do perímetro em arremesso que poderia empatar o confronto.


A bola quicou no aro. Na acirrada briga pelo rebote sobraram faltas. Coube a Alex nos lances livres garantir a suada vitória e a suada classificação para as semifinais. Paschoalotto 78 a 72. Alívio e festa da torcida no Panela.

Clima de competição


O técnico Guerrinha avaliou as alternâncias durante o playoff Bauru x Franca. “Nesta série a responsabilidade era toda nossa e eles souberam usar isso muito bem, esse emocional. As equipes se conhecem muito”, destaca. O treinador entende que o duelo extremamente disputado devolve o ritmo e clima de competição ao time, que ficou 23 dias sem jogos, aguardando o seu adversário nas quartas. “Esta parada é boa em uma porção de coisas, mas tira o nível de concentração. Agora estamos em clima de competição”, aponta. “Tivemos o mérito de saber ganhar a série, mas sabemos que precisamos melhorar muita coisa”, alerta.


Alex também comentou a dificuldade do playoff. “A equipe de Franca encaixa com o jeito que a gente joga e tem um técnico experiente (Lula Ferreira), que soube tirar o melhor que os jogadores de Franca podem dar. Foi uma série muito dura. Nosso time soube reagir e teve a cabeça no lugar nos momentos decisivos”, analisa. “Ficamos muito tempo parados sem jogar. Foi uma série muito dura e vamos tentar melhorar os aspectos que não funcionaram para enfrentar o Mogi”, acrescenta Rafael Hettsheimeir.

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