Internacional

EUA dizem ser "cedo" para afirmar que atiradores eram ligados ao EI Islâmico

Reuters
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A Casa Branca disse nessa terça-feira (5) que ainda é “muito cedo para dizer” se os dois homens armados mortos pela polícia em Garland, no Texas, no domingo, eram ligados ao Estado Islâmico.


O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, afirmou que muitas pessoas tentam capitalizar sobre a influência do grupo militante, alegando lealdade quando não estão diretamente filiados.


Nessa terça, o grupo militante Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque a uma exibição de charges do profeta Maomé no Texas, no qual os dois agressores armados foram mortos pela polícia.


O Estado Islâmico, instalado na Síria e no Iraque, reivindicou a autoria em sua estação oficial de rádio online, dizendo que “dois soldados do califado” realizaram o ataque de domingo em Garland, no Texas.


Especialistas advertem que grupos militantes são conhecidos por reivindicar crédito por ataques nos quais não estavam envolvidos. Fontes do governo norte-americano próximas ao caso disseram que investigadores estavam vasculhando as comunicações eletrônicas enviadas e recebidas pelos dois atiradores mortos, os colegas de quarto Elton Simpson e Nadir Soofi, de Phoenix, em busca de evidências de contatos entre eles e grupos militantes estrangeiros.


Outros casos


O ataque se segue a outros episódios de violência contra arte representando Maomé. Em janeiro, deixaram 12 mortos em Paris na sede do jornal satírico “Charlie Hebdo”, que publicou uma série de caricaturas ridicularizando o profeta.  Em fevereiro, um atirador abriu fogo durante um evento em Copenhague, na Dinamarca, organizado pelo cartunista Lars Vilk, que sofria ameaças por ter retratado o profeta Maomé.


Promotora


A presidente da Iniciativa Americana de Defesa da Liberdade, Pamela Geller, disse que a intenção do evento em Dallas era “marcar posição” pela liberdade de expressão e contra a violência associada à publicação dos desenhos.


A blogueira conta com uma legião de seguidores nas mídias sociais e comanda uma entidade acusada de ser um dos grupos mais anti-islâmicos dos Estados Unidos, além de ser vista por críticos como um propagadora de mensagens de ódio.


Geller é uma ex-analista financeira de origem judaica e líder AFDI. No evento também foi promovido um concurso que premiava com US$ 10 mil o autor da melhor caricatura do profeta Maomé.

 

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