Internacional

Ataques contra civis no Iêmen são crimes de guerra, diz Human Rights Watch

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 1 min

Abo Haitham/Fotos Públicas

Armazém de suprimentos em Saada, no Iêmen, todo destruído após um ataque aéreo saudita

A organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) apelou nesta quinta-feira (7) para que os rebeldes xiitas e seus aliados no Iêmen façam todos os esforços possíveis para minimizar o impacto do conflito sobre os civis.


"Os ataques deliberados contra civis e a manutenção de reféns constituem crimes de guerra", afirmou a entidade em comunicado.


"Os civis em Aden [cidade no Sul do Iêmen] estão numa situação desesperadora, mesmo sem serem atacados, detidos e sequestrados", disse Joe Stork, diretor adjunto para o Oriente Médio e Norte da África da HRW.


"Os líderes dos huthis [rebeldes xiitas] e de outras forças devem proteger os civis", acrescentou o responsável da organização com sede em Nova York.


A HRW deu o exemplo de duas mulheres em Aden atingidas por balas em incidentes distintos em 17 e 18 de abril, que morreram antes de os seus parentes encontrarem um lugar onde pudessem receber tratamento.


Pelo menos 32 pessoas foram mortas e 67 feridas por mísseis disparados na quarta-feira (6) contra civis que fugiam por mar dos combates no centro de Aden, segundo um dirigente dos serviços de saúde da cidade.


Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é preocupante o aumento da violência no Iêmen, onde uma coligação liderada pela Arábia Saudita faz ataques aéreos contra os rebeldes xiitas huthis, que, em setembro, tomaram várias regiões do país e forçaram o presidente Abd Rabbo Mansour Hadi a fugir para o território saudita. Os huthis conquistaram a capital Sana em fevereiro e, em março, avançaram para a cidade portuária de Aden.

 

Comentários

Comentários